Governo investiga 12 empresas por suspeita de alta abusiva nos combustíveis
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor abriu investigação contra 12 empresas do setor de combustíveis por suspeita de elevação de preços sem justificativa. As companhias terão 20 dias corridos, contados do recebimento da notificação, para apresentar defesa.

Divulgação
O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor, abriu investigação formal contra 12 empresas do setor de combustíveis. O órgão apura indícios de aumento abusivo de preços e possíveis reajustes realizados sem justificativa suficiente.
Prazo para apresentação de defesa
Os despachos que determinaram a abertura dos processos foram publicados na edição de 21 de setembro de 2026 do Diário Oficial da União. Após receberem a notificação, as empresas terão 20 dias corridos para apresentar defesa e esclarecer os critérios utilizados na formação e no reajuste dos preços.
Governo aponta indícios de aumento sem justificativa
Para o órgão federal, há indícios suficientes de elevação de preços sem justa causa, o que autoriza a continuidade da apuração administrativa. A investigação deve examinar as informações prestadas pelas companhias antes de qualquer conclusão sobre a existência de irregularidades e sobre a aplicação de penalidades.
Grandes distribuidoras estão entre as investigadas
Entre os alvos dos processos estão a Vibra Energia S.A., a Ipiranga Produtos de Petróleo e a Ale Combustíveis S/A. Também foram incluídas na apuração a Larco Comercial de Produtos de Petróleo Ltda., a Petrobahia S/A, a Royal Fic Distribuidora de Derivados de Petróleo S.A. e a Ciapetro Distribuidora de Combustíveis Ltda.
A investigação alcança ainda a Distribuidora de Combustíveis Masut Ltda., o Centro de Serviços Frango Assado Norte Ltda., a Farol Comercial Ltda., o Posto Priscila e o Posto Frango Assado Carvalho Pinto. A presença de diferentes perfis de empresas no processo mostra que a análise governamental abrange parte relevante da cadeia de comercialização de combustíveis.
Depois do encerramento da fase de defesa, a Secretaria Nacional do Consumidor decidirá se há elementos para aplicar multas ou outras sanções previstas na legislação. A abertura dos processos não representa condenação, mas aumenta a fiscalização sobre práticas de preços em um setor que impacta diretamente o custo de transporte, da produção agropecuária e do abastecimento das famílias.
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