Café de Itarana alcança 87,5 pontos em concurso de qualidade
Produtores de Itarana se destacaram no 5º Concurso Café de Qualidade do município. O arábica de Rodolpho Carlos Boone Jastrow recebeu 87,50 pontos, enquanto João Henrique Kopp venceu entre os cafés conilon com 86,55 pontos.

Divulgação
Os cafés produzidos em Itarana alcançaram pontuações entre 83 e 87,5 no 5º Concurso Café de Qualidade do município. A competição ocorreu entre os dias 17 e 20 de setembro, durante a 10ª Festa do Café de Alto Jatibocas, e reuniu amostras das categorias arábica e conilon. Rodolpho Carlos Boone Jastrow venceu entre os arábicas, enquanto João Henrique Kopp ficou em primeiro lugar na categoria conilon.
Áraba lidera classificação com 87,50 pontos
O arábica de Jastrow, produzido no Córrego Limoeiro de Santo Antônio, recebeu a maior nota do concurso: 87,50 pontos. Durante a avaliação sensorial, os provadores identificaram notas de mel, rapadura, mamão, laranja, maracujá e flor de rosas. O resultado confirma a capacidade da região de produzir cafés com perfis complexos e competitivos.
Na categoria arábica, Tales da Silva Loss ficou em segundo lugar com 86,10 pontos, seguido por Gilson Braun, com 85,60. Sandra Krause Kopp Ponath alcançou 85,40 pontos, e Beldina Jastrow Arnholz fechou o grupo dos cinco primeiros, com 85,00 pontos.
Conilon também apresenta cafés especiais
O conilon de João Henrique Kopp, cultivado no Córrego Alto Santa Joana, obteve 86,55 pontos. A bebida apresentou notas de caramelo, chocolate, melaço, mamão e pêssego, evidenciando a diversidade sensorial da produção local. Paulo Kopp ficou em segundo lugar, com 85,70 pontos, e Nathan Timm Herzog conquistou a terceira posição, com 85,50.
Entre os demais classificados do conilon, Ismael Grunewald somou 84,81 pontos, seguido por Gesilane Kluch Possimoser, com 84,80. Benidio Blanck recebeu 84,70 pontos, Terezinha Schroder Schultz alcançou 84,10, Willian Grunewald ficou com 83,90 e Romário Kopp obteve 83,55. Regina Windler Brandemburg completou a lista, com 83,40 pontos.
Manejo e pós-colheita explicam avanço
Fabiano Tristão, coordenador de cafeicultura do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper), avaliou as amostras e destacou a qualidade encontrada na competição. Para ele, os resultados refletem o cuidado dos agricultores com o manejo das lavouras, a escolha do ponto de colheita e os processos de secagem, armazenamento e beneficiamento dos grãos.
As condições de Alto Jatibocas também favorecem a produção de cafés especiais. As lavouras da região estão em altitudes que variam de 500 a 1.000 metros, combinação que contribui para o desenvolvimento mais lento dos frutos e para a concentração de compostos relacionados ao aroma e ao sabor. A adoção de tecnologias e técnicas de produção tem reforçado esse potencial.
ATeG aparece entre os premiados
Produtores acompanhados pela Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) obtiveram boas colocações. Na categoria arábica, Tales da Silva Loss ficou em segundo lugar e Gilson Braun em terceiro. No conilon, João Henrique Kopp venceu, e Nathan Timm Herzog terminou na terceira posição.
Daniele Becalli Covre, presidente do Sindicato Rural de Itarana, avaliou os resultados como reconhecimento do trabalho de assistência prestado aos agricultores. A ATeG oferece ferramentas de gestão e acompanhamento técnico para ajudar os produtores a organizar a propriedade, melhorar processos e transformar conhecimento em resultados dentro da lavoura e do beneficiamento do café.
Classificação final do arábica
Depois dos cinco primeiros colocados, Júlio César Sering ficou em sexto, com 84,70 pontos. Rodrigo Schultz recebeu 84,60, Lucineia Binow Schaffelen alcançou 84,50, Fábio Sering obteve 84,40 e Waldemiro Dettmann completou a classificação, com 83,00 pontos. A variedade de notas encontrada entre os cafés reforça Itarana como uma região em consolidação no mercado de cafés especiais.
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