Votação para direção da Iso é adiada após candidatos não alcançarem dois terços
Brasil, Ilhas Maurício e Essuatíni disputavam a presidência da Organização Internacional do Açúcar. Sem maioria qualificada, nova votação deve ocorrer em cerca de um mês.

Divulgação
A votação para escolher a nova direção executiva da Organização Internacional do Açúcar (ISO, na sigla em inglês) foi adiada nesta terça-feira, 22 de setembro. A decisão ocorreu depois que nenhum dos candidatos alcançou os dois terços dos votos necessários para vencer. A nova eleição deverá ser realizada em uma reunião extraordinária do conselho, com participação dos países-membros, prevista para daqui a aproximadamente um mês.
Brasil defende Eduardo Leão
O Brasil apresentou Eduardo Leão como candidato à presidência da ISO. Leão é diretor da União da Indústria de Cana-de-açúcar e Bioenergia (Unica) e representa o país na disputa pelo comando da organização internacional que reúne produtores e consumidores de açúcar. A indicação reforça a participação brasileira em um fórum global dedicado aos principais debates do setor açucareiro.
Na primeira rodada de votação, Leão concorria com candidatos das Ilhas Maurício e de Essuatíni. Para ser eleito, qualquer nome precisava obter pelo menos dois terços dos votos dos países-membros. Como nenhuma candidatura atingiu esse patamar, a votação foi interrompida e precisará ser retomada em uma nova sessão extraordinária.
Essuatíni deixa a disputa
Após a votação, Essuatíni retirou sua candidatura. Com isso, a próxima disputa deve ficar concentrada entre o representante do Brasil e o candidato das Ilhas Maurício. A retirada não eliminou a necessidade de uma nova votação, pois o resultado anterior não produziu a maioria qualificada exigida pelo processo eleitoral da entidade.
Decisão terá peso no setor açucareiro
A escolha da direção da ISO é acompanhada com atenção pelo Brasil, um dos maiores produtores e exportadores de açúcar do mundo. A entidade atua como espaço de articulação entre países envolvidos na cadeia internacional do açúcar, em um contexto marcado por mudanças nos fluxos comerciais, na demanda global e na busca por alternativas energéticas. A experiência de Eduardo Leão na Unica também aproxima a candidatura brasileira das discussões sobre bioenergia e sustentabilidade no setor.
Agora, os países-membros devem se mobilizar nas próximas semanas para formar novas alianças antes da nova reunião. O resultado definirá quem comandará a ISO e influenciará a atuação da organização nos debates internacionais sobre açúcar, mercado global e desenvolvimento do setor.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








