Zema lança jingle com o “Abc dos Intocáveis”
Romeu Zema publicou um jingle satírico produzido com inteligência artificial. A paródia associa letras do alfabeto a integrantes da política e do Judiciário e retoma episódios recentes investigados ou debatidos publicamente.

Divulgação
Jingle satírico marca presença de Zema na campanha
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) publicou, na quinta-feira (17 de setembro de 2026), um vídeo com o jingle “ABC dos Intocáveis”. A peça, produzida com apoio de inteligência artificial, usa a melodia do “Abecedário da Xuxa” para satirizar nomes e instituições ligados à política e ao Judiciário.
Na composição, cada letra do alfabeto é associada a uma pessoa, entidade ou episódio em evidência no noticiário político de 2026. O recurso acompanha uma tendência crescente nas campanhas eleitorais: o uso de ferramentas de inteligência artificial para criar vídeos, vozes, imagens e conteúdos humorísticos destinados às redes sociais.
Vídeo retoma casos e episódios em investigação
Além dos nomes citados no alfabeto, o material faz referências ao envolvimento de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso Master. Em uma das cenas, o tribunal é representado pela sede do antigo banco, numa associação visual com o episódio que segue sendo acompanhado pelas autoridades competentes.
O jingle também menciona a chamada “festa das astronautas”, evento realizado pela Vorcaro para integrantes do alto escalão político e jurídico. Na ocasião, mulheres caracterizadas como astronautas foram contratadas para animar os convidados. Outra passagem do vídeo alude ao uso de jatinho pelo fundador do Master, tema que integra o conjunto de episódios questionados publicamente.
Recurso humorístico intensifica disputa de narrativas
A iniciativa reforça o tom de confronto adotado por Zema durante a campanha presidencial. Ao classificar os alvos da sátira como “intocáveis”, o candidato busca transformar investigações, audiências e episódios sob análise em elementos de crítica política, conectando-os a uma narrativa de combate a privilégios e supostas impunidades.
Como peça de campanha, o “ABC dos Intocáveis” tem caráter satírico e eleitoral. As referências feitas no vídeo não substituem decisões judiciais nem comprovam, por si só, responsabilidade dos citados. Ainda assim, o conteúdo deve ampliar o debate sobre os limites do humor político, o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral e a influência das redes sociais na formação da opinião pública.
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