Zema defende igualdade de oportunidades e rejeita cotas para mulheres em debate
Romeu Zema afirmou que sua proposta para ampliar a participação feminina se baseia em oportunidades iguais, sem adoção de cotas. Candidato citou mulheres à frente de forças de segurança em Minas e prometeu indicar nomes femininos para futuras vagas no STF.

Divulgação
O ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência Romeu Zema (Novo-MG) afirmou que não defende cotas para mulheres, mas sim a garantia de oportunidades iguais entre homens e mulheres. A declaração foi feita na segunda-feira, 21 de setembro de 2026, durante debate com candidatos à Presidência promovido pelo Flow Podcast.
Zema rejeita medidas afirmativas para mulheres
A posição de Zema surgiu em resposta a uma pergunta de Augusto Cury (Avante) sobre políticas públicas capazes de enfrentar indicadores negativos relacionados à condição feminina no Brasil. Ao defender que a igualdade deve passar pelo acesso às mesmas oportunidades, o candidato mineiro criticou propostas baseadas em reserva de cargos ou vagas.
Zema sustentou que sua defesa da participação das mulheres não se limita ao discurso. Como exemplo, citou o comando feminino nas três principais forças de segurança de Minas Gerais durante sua gestão: a Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros. Segundo ele, a escolha deve reconhecer capacidade técnica e mérito.
O candidato também prometeu indicar mulheres para as próximas vagas que surgirem no Supremo Tribunal Federal (STF), caso seja eleito. “Nós temos é de dar oportunidade para quem tem competência”, afirmou, resumindo a proposta que contrapõe à adoção de cotas de gênero.
Cury cobra respeito de Lula em relação ao agronegócio
O debate também registrou críticas de Augusto Cury ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a relação do governo federal com o agronegócio. A manifestação ocorreu depois de Lula afirmar, no sábado, 19 de setembro, que o setor deveria votar e “se ajoelhar” ao governo por causa dos recursos destinados à agricultura.
Cury rebateu a fala e pediu mais respeito ao setor produtivo. “Você deveria se ajoelhar para o agro, tenha mais respeito”, disse, dirigindo-se ao presidente. A troca reforçou o papel do agronegócio como tema central da disputa eleitoral e das críticas dirigidas à política agrícola do governo federal.
Caiado comenta crise no Judiciário e ausências
Ronaldo Caiado (PSD-GO), por sua vez, comentou o momento de tensão vivido pelo Judiciário brasileiro. O governador de Goiás afirmou que não apenas os ministros do Supremo Tribunal Federal estão sob pressão, mas também Lula e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que não participaram do encontro.
O debate contou com a presença de três candidatos. Lula estava em Nova York, nos Estados Unidos, para compromissos relacionados à 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Flávio Bolsonaro participou de uma motocarreata e de um comício em Natal, no Rio Grande do Norte. Renan Santos (Missão), que havia confirmado presença, não compareceu para participar de uma sabatina realizada pelo SBT.
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