Tornozeleira eletrônica de Bolsonaro é substituída durante prisão domiciliar
Equipamento de monitoramento foi trocado em 29 de setembro por policial especializada, em Brasília. Medida segue em vigor após condenação do ex-presidente.

Divulgação
A tornozeleira eletrônica utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) durante o período de prisão domiciliar passou por um processo de substituição na última sexta-feira, 29 de setembro. A troca do dispositivo de monitoramento foi realizada por uma policial especializada do Centro Integrado de Monitoração Eletrônica (CIME), em uma ação que ocorreu na residência do ex-mandatário em Brasília.
Monitoramento e Condenação
Esta substituição faz parte das medidas cautelares impostas pela Justiça para assegurar o cumprimento da prisão domiciliar, que visa acompanhar a localização de Bolsonaro. O equipamento é fundamental para o controle e a manutenção das condições estabelecidas pelas autoridades judiciais. O ex-presidente se encontra em regime de prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, após ter deixado o hospital onde esteve internado por 14 dias. A medida foi inicialmente autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e posteriormente mantida. A condenação que levou a essa situação, de 27 anos e 3 meses de prisão, foi proferida pela 1ª Turma do STF em 11 de setembro de 2025, no âmbito do processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.
Histórico de Violações
Não é a primeira vez que o sistema de monitoramento de Bolsonaro é noticiado. Em novembro de 2025, enquanto cumpria prisão domiciliar decretada anteriormente por Alexandre de Moraes, o sistema registrou sinais de violação na tornozeleira. Na ocasião, o ex-presidente alegou ter utilizado um ferro de solda na tentativa de remover o equipamento. Esse incidente levou à conversão da medida cautelar em prisão preventiva, evidenciando a rigorosidade do acompanhamento judicial.
Contexto da Prisão Domiciliar
A prisão domiciliar de 2025 foi determinada após o ministro Alexandre de Moraes considerar que Bolsonaro havia descumprido medidas cautelares previamente impostas. Entre as restrições violadas, estavam proibições de comunicação com autoridades estrangeiras e outros investigados. O caso estava diretamente ligado a suspeitas de que o ex-presidente, juntamente com seu filho Eduardo Bolsonaro, teria atuado para pressionar autoridades dos Estados Unidos e interferir em um processo que tramitava no STF. A substituição da tornozeleira, portanto, reforça a continuidade das ações de monitoramento e fiscalização sobre o ex-presidente.
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