TCU autoriza fiscalização dos testes de integridade das urnas
TCU poderá acompanhar os testes públicos realizados pelos 27 tribunais regionais eleitorais antes das eleições de 2026. Medida busca ampliar a transparência, a auditabilidade e a confiança no sistema eleitoral.

Divulgação
O Tribunal de Contas da União (TCU) autorizou, nesta quarta-feira (16 de setembro de 2026), a fiscalização dos testes públicos de integridade das urnas eletrônicas utilizados nas eleições de 2026. A ação permitirá que equipes técnicas da corte acompanhem os procedimentos adotados pelos 27 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) em todo o país.
A decisão também determinou a continuidade urgente dos trabalhos relacionados à fiscalização. O acompanhamento está vinculado ao Acordo de Cooperação Técnica nº 51 de 2026, que permanecerá válido até dezembro de 2031. Para o TCU, a iniciativa deve reforçar a transparência, a capacidade de auditoria e a confiança pública no sistema eleitoral brasileiro.
Como funciona o teste de integridade
Os testes são auditorias públicas realizadas com urnas sorteadas na véspera da eleição. Durante o procedimento, votos previamente registrados em cédulas de papel são digitados nos equipamentos. Ao final, o resultado produzido pelas urnas é comparado com o conjunto de escolhas registrado antes do início do teste.
A comparação permite verificar se cada voto foi contabilizado no campo correto e se a totalização corresponde exatamente aos dados inseridos durante a auditoria. O processo conta com a participação de auditores externos, representantes de partidos e membros de entidades da sociedade civil, que acompanham as etapas e conferem os resultados.
Acompanhamento em todos os estados
Com a autorização do TCU, os trabalhos poderão cobrir as atividades conduzidas pelos TREs nos 26 estados e no Distrito Federal. O objetivo é observar a execução dos testes, a aplicação dos protocolos estabelecidos pela Justiça Eleitoral e a documentação dos resultados obtidos em cada unidade da federação.
Procedimento é adotado desde 2002
A Justiça Eleitoral realiza testes públicos de integridade das urnas desde 2002. A auditoria é uma das etapas destinadas a conferir o funcionamento dos equipamentos antes do pleito e oferece a diferentes atores institucionais e sociais a possibilidade de acompanhar diretamente a verificação dos votos registrados e totalizados.
Nas eleições de 2026, o acompanhamento do TCU acrescenta uma camada institucional de fiscalização ao processo. A medida ocorre em um contexto de maior atenção à segurança e à transparência do voto eletrônico, com foco na comprovação técnica da regularidade das urnas utilizadas pelos eleitores.
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