Pt pede apuração após agressão a candidata a suplente em SC
O PT pediu investigação rigorosa após a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente ao Senado na chapa de Décio Lima, ser detida e agredida por policiais militares durante evento político em Jaraguá do Sul (SC). Imagens mostram chutes; a eventual motivação política ainda precisa ser apurada.

Divulgação
O PT pediu uma apuração “rigorosa, célere e transparente” após a advogada Fernanda Klitzke, segunda suplente ao Senado na chapa de Décio Lima, ser detida e agredida por policiais militares em Jaraguá do Sul, em Santa Catarina. O episódio ocorreu na noite de sábado (12 de setembro de 2026), durante uma confraternização com militantes e apoiadores.
Evento político termina em abordagem policial
Segundo integrantes da chapa petista afirmam que a reunião transcorria em tom na noite, um veículo chegou ao local com som alto e reproduzia em 18h, um veículo chegou ao local com o som ligado e reproduzia um jingle de campanha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O equipamento foi desligado, mas vizinhos acionaram a Polícia Militar.
De acordo com o relato de Décio Lima, a abordagem teria mudado quando os policiais identificaram o encontro como uma atividade de militantes. Tiago Luiz de Azevedo Correa, proprietário do carro, e Vera Lúcia Freitas, que usava uma camiseta com a imagem de Lula, foram detidos. Fernanda Klitzke então se apresentou como advogada e tentou acompanhar a ocorrência.
Imagens mostram policial dando chutes
Vídeos divulgados pela campanha mostram parte da intervenção. Em uma das sequências, uma policial segura Fernanda e tenta conduzi-la até a viatura. Outro agente faz disparos em sua direção e, depois de ela cair, aplica chutes enquanto a advogada está no chão. O PT afirma que ela também foi atingida por balas de borracha, inclusive à queima-roupa, e por socos.
As imagens reacenderam a discussão sobre os limites da atuação policial em eventos políticos e sobre a necessidade de preservar o direito de defesa e a atividade de advogados durante abordagens. A eventual motivação política da ocorrência, no entanto, ainda não foi estabelecida e depende de investigação.
Partidos pedem providências
Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, classificou as imagens e os relatos como gravíssimos. “O PT não aceitará violência política e principalmente contra a mulher”, afirmou. A legenda pediu esclarecimentos sobre toda a ocorrência e sobre o tratamento dado à candidata.
Gelson Merisio, candidato do PSB ao governo de Santa Catarina e integrante da mesma coligação, contactou o presidente do Tribunal Regional Eleitoral do estado, desembargador Carlos Roberto da Silva, para solicitar providências e uma apuração urgente. A Polícia Militar de Santa Catarina foi procurada para comentar o caso, mas não havia se manifestado até a publicação desta reportagem.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








