Ex-ministros assinam carta em apoio a Fachin e pedem transparência no STF
Documento com 199 assinaturas defende as medidas de Edson Fachin, cobra transparência nas investigações e propõe reformas para fortalecer a colegialidade, a imparcialidade e o controle social no Supremo Tribunal Federal.

Divulgação
Uma carta com 199 assinaturas manifestou apoio às medidas adotadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin. O documento reúne magistrados, empresários, professores, advogados e representantes da sociedade civil em torno da defesa da autoridade da Corte e da apuração das acusações apresentadas nas últimas semanas.
Apoio de ex-ministros e autoridades
Entre os signatários estão os ex-ministros Pedro Malan, Pedro Parente e José Eduardo Cardozo. Também assinaram o texto o ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga, além de former dirigentes de instituições financeiras, professores de Direito, economistas e representantes do setor privado. A diversidade de perfis reforça o caráter institucional da mobilização, que transcende áreas específicas da vida pública.
Transparência nas investigações
O texto classifica o momento como uma das crises mais graves vividas pelo STF e pela história republicana do país. Por isso, defende a apuração dos fatos e a responsabilização de pessoas que eventualmente tenham violado a lei ou a dignidade de seus cargos. Para os signatários, a condução transparente dos trabalhos é indispensável para preservar a credibilidade das instituições e recuperar a confiança da sociedade na democracia.
Carta defende reformas no Supremo
Além de apoiar a atuação de Fachin, o documento propõe reformas institucionais consideradas urgentes. As mudanças sugeridas incluem o fortalecimento da colegialidade, a garantia de imparcialidade nos julgamentos, a prevenção de conflitos de interesses e a adoção de padrões mais rigorosos de conduta para ministros e integrantes da Corte.
O grupo também pede maior transparência e controle social sobre o STF. A proposta é ampliar mecanismos capazes de acompanhar decisões e procedimentos internos sem comprometer a independência da instituição. O texto alerta que a jurisdição constitucional não pode ser influenciada por interesses pessoais, políticos ou econômicos contrários à democracia.
Plenário avaliará pedido de investigação
A carta cobra transparência também na sessão plenária extraordinária marcada para terça-feira, 15 de setembro de 2026. O STF transmitirá os trabalhos ao vivo e analisará o pedido de abertura de investigação sobre o ministro Alexandre de Moraes no caso envolvendo o Banco Master. A sessão ocorre em um cenário de atenção nacional ao funcionamento da Corte e aos mecanismos de fiscalização de seus integrantes.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








