Pt no Rio critica falta de equipes pagas na campanha de Lula
Samuel Braun, vice-presidente estadual do PT no Rio de Janeiro, afirmou que a campanha de Lula não conta com equipes remuneradas para atividades de rua. Dirigente critica a centralização dos recursos na Executiva Nacional e cobra repasse ou contratação imediata.

Divulgação
O vice-presidente do PT no Rio de Janeiro, Samuel Braun, afirmou que a campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não conta com equipes remuneradas para atividades básicas de rua. Segundo o dirigente, faltam profissionais para panfletagem, distribuição de bandeiras e manutenção dos pontos conhecidos como “banquinhos”.
Recursos centralizados na Executiva Nacional
Em declaração publicada na sexta-feira, 18 de setembro de 2026, Braun criticou a decisão da Direção Nacional do partido de concentrar os pagamentos da estrutura eleitoral na Executiva Nacional. Segundo ele, o modelo anterior permitia que os diretórios estaduais recebessem recursos do Fundo Eleitoral e organizassem diretamente a contratação de pessoal e a compra de materiais.
O dirigente informou que o PT reservou mais de R$ 120 milhões para a candidatura de Lula. Pelo cálculo apresentado por Braun, caberiam ao Rio de Janeiro pouco mais de R$ 10 milhões. Apesar desse valor, ele disse que a direção nacional optou por não repassar verba aos estados.
“A decisão é enviar zero para cá e para todos os outros Estados. Não tem como distribuir equipes, porque zero não é divisível”, afirmou. A fala evidencia um conflito interno sobre a gestão dos recursos e a organização da campanha em territórios considerados estratégicos.
Dirigente cobra equipes nas ruas
Braun pediu que a direção nacional contrate equipes diretamente ou transfira os recursos aos diretórios estaduais. Para o dirigente, a ausência de pessoal remunerado compromete a capacidade de comunicação com eleitores e a ocupação de espaços públicos durante o período eleitoral.
“Torço que as críticas sobre a ausência de pessoal contratado façam a Direção Nacional contratar agentes ou nos distribuir os recursos para que façamos as contratações por aqui. É urgente”, declarou. A cobrança reforça a importância da estrutura local em uma campanha presidencial, que depende simultaneamente de estratégia nacional e de capilaridade nos municípios.
Presidência do PT não se manifesta
Procurada para comentar as declarações de Braun, a presidência nacional do PT não apresentou resposta até a publicação desta matéria. A ausência de posicionamento deixa sem esclarecimento, por enquanto, os critérios usados para centralizar os gastos e a forma como a campanha pretende organizar suas ações de rua nos estados.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








