Pedido de vista de Flávio Dino pode adiar julgamento sobre Alexandre de Moraes
Flávio Dino pediu vista no STF para analisar o caso envolvendo Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. O regimento permite até 90 dias, e a decisão pode ficar para depois das eleições de outubro.

Divulgação
Pedido de vista interrompe a votação
O Supremo Tribunal Federal deixou para depois a decisão sobre a possível abertura de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por causa de suas relações com Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master e preso sob suspeita de corrupção. Nesta terça-feira (15 de setembro de 2026), Flávio Dino pediu vista do processo, medida que permite ao ministro analisar os autos com mais tempo antes de apresentar seu voto.
Pelo regimento do STF, o pedido de vista pode durar até 90 dias. Com isso, o julgamento que poderia definir o destino da investigação contra Alexandre de Moraes pode ser concluído somente após as eleições de outubro. A decisão de Dino interrompeu a sequência da votação em um dos casos mais sensíveis analisados pelo plenário nos últimos dias.
Questão de ordem antecede o julgamento
Antes de o mérito ser apreciado, Gilmar Mendes apresentou uma questão de ordem. O ministro questionou procedimentos adotados por André Mendonça e defendeu que o caso fosse analisado na semana seguinte, quando também deveria ser examinado um pedido de suspeição contra Mendonça. A proposta gerou longa discussão e dividiu a atenção do plenário durante toda a sessão.
Ministros sinalizam divergência
Ao longo dos debates, metade dos ministros deu a entender que não vê, neste momento, irregularidades na relação entre Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro. A sinalização, porém, não se transformou em decisão final antes do pedido de vista. A análise do caso permanece suspensa até que Flávio Dino devolva os autos ao plenário.
Sessão termina em clima tenso
O julgamento foi marcado por trocas de acusações entre Gilmar Mendes e André Mendonça, que se acusaram mutuamente de agir com leviandade. Após novo bate-boca entre os dois, Dino pediu vista. Cármen Lúcia ainda apresentou seu voto sobre a questão de ordem levantada por Gilmar, mas o plenário não avançou para uma conclusão definitiva.
Agora, o prazo regimental de até 90 dias determinará quando o caso voltará à pauta. Até lá, a Corte não deverá concluir se Alexandre de Moraes será investigado ou se o processo será encerrado sem novas medidas contra o ministro.
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