Padilha diz que Tarcísio mente sobre origem dos recursos da Tabela Sus Paulista
Ministro da Saúde contestou declarações do governador de São Paulo sobre o financiamento do programa estadual e informou que 61% dos recursos têm origem federal. Padilha também criticou a ausência de aporte estadual no Samu.

Divulgação
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou neste sábado (12) que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), distorce a origem dos recursos da Tabela SUS Paulista. Durante o lançamento do programa de governo de Fernando Haddad (PT), candidato ao Palácio dos Bandeirantes, Padilha disse que 61% do dinheiro destinado à iniciativa vem do governo federal.
“Quando o governador fala que é ele que está pagando, está mentindo”, declarou o ministro. A Tabela SUS Paulista complementa os valores pagos pela União em procedimentos realizados no Sistema Único de Saúde, ampliando o repasse recebido por hospitais e serviços médicos no estado.
Modelo anterior à gestão Tarcísio
Padilha destacou que o mecanismo de complementação não foi criado pela atual administração estadual. Segundo o ministro, modelos semelhantes já haviam sido adotados durante os governos de Geraldo Alckmin (PSB) e Márcio França (PSB), antes da chegada de Tarcísio ao comando de São Paulo.
A declaração transforma o financiamento da saúde em um dos pontos de disputa eleitoral em São Paulo. Ao defender a participação federal no programa, Padilha busca contrapor narrativas que apresentam a Tabela SUS Paulista como uma iniciativa financiada integralmente pelo governo do estado.
Federal amplia valores de procedimentos
O ministro também afirmou que o governo federal aumentou os valores pagos por procedimentos do SUS. Ele citou a tabela do programa Agora Tem Especialistas, segundo a qual determinados serviços passam a receber de três a quatro vezes mais do que pela tabela tradicional.
Para Padilha, os recursos adicionais devem chegar a hospitais municipais, hospitais estaduais e Santas Casas conforme a demanda da população, e não de acordo com a natureza administrativa das unidades. A proposta reforça a defesa de critérios baseados nas necessidades de atendimento em cada região.
Crítica ao financiamento do Samu
Ainda durante o evento, o ministro criticou a forma como São Paulo financia o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Padilha afirmou que o estado é o único da federação que não destina recursos próprios ao serviço, dependente atualmente dos repasses federais.
O lançamento contou com a presença de Haddad, do vice-presidente Geraldo Alckmin, da senadora Simone Tebet (PSB) e de Ana Estela Haddad. A fala de Padilha reforçou a tentativa do grupo político de contrapor suas propostas para o SUS ao modelo adotado pelo governo paulista.
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