Oposição reage a fala de Flávio Bolsonaro sobre "mudar a Constituição"
Declaração do senador sobre redemocratização do país via alteração da lei máxima gerou críticas de parlamentares da base governista, que temem retrocessos democráticos.

Divulgação
A declaração do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) sobre a possibilidade de alterar a Constituição Federal para promover uma suposta "redemocratização do país" provocou fortes reações de membros da oposição. O congressista, que concorre à Presidência da República, afirmou que o resultado das eleições de 2026, com um Congresso Nacional "muito mais à direita", abriria caminho para que um eventual governo seu pudesse avançar em mudanças na lei máxima do país.
Críticas e temores sobre retrocessos
Em resposta, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, contrapôs a fala de Bolsonaro, destacando que enquanto o candidato do PL cogita alterar a Constituição e, em sua visão, enfraquecer a democracia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem a disposição de propor mudanças necessárias ao Brasil por meio do diálogo, da participação social e do respeito aos princípios democráticos. Edinho Silva citou a reforma do Poder Judiciário e outros temas relevantes para as famílias brasileiras como exemplos de pautas que o governo atual busca enfrentar de forma construtiva.
Questionamentos sobre o futuro da democracia
O deputado federal reeleito Rogério Correia (PT-MG) utilizou suas redes sociais para questionar as intenções por trás da declaração de Flávio Bolsonaro. Ao compartilhar um trecho da fala do senador, Correia levantou preocupações sobre o que poderia advir dessa proposta, indagando se haveria intenção de revogar o voto feminino ou promover reformas administrativas que resultassem no fim do serviço público. As perguntas ecoam um receio mais amplo sobre possíveis retrocessos em direitos e garantias fundamentais.
Entreguismo e soberania nacional em xeque
A deputada federal reeleita Maria do Rosário (PT-RS) também se manifestou de forma contundente, interpretando a proposta de Flávio Bolsonaro como uma tentativa de substituir a Constituição brasileira pelas leis dos Estados Unidos. Segundo ela, a direita representada pelo senador prefere "bater continência para a bandeira americana, liberar armas e entregar a nossa soberania". A parlamentar classificou tal postura não como patriotismo, mas como "entreguismo", reforçando a defesa da soberania nacional e dos valores constitucionais.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.








