Rogério Marinho critica análise de Pec que muda escala de trabalho como oportunista
Senador Rogério Marinho, coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro, classificou como "oportunista e eleitoreira" a discussão sobre a Proposta de Emenda à Constituição que altera a escala de trabalho, após reunião com o presidente do STF.

Divulgação
O senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha de Flávio Bolsonaro à Presidência, criticou veementemente a análise da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa alterar a escala de trabalho, conhecida como "6 X 1", no Senado. Segundo Marinho, a discussão em período eleitoral é "oportunista e eleitoreira", levantando questionamentos sobre o momento e a profundidade do debate.
Encontro com Fachin e críticas à PEC
A declaração do senador ocorreu após uma reunião com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, nesta terça-feira (6.out). Em entrevista a jornalistas, Rogério Marinho questionou o súbito interesse no tema, lembrando que o PT esteve no poder por 18 anos. "Por que agora? Por que nesse momento? Por que esse súbito despertar? E por que a discussão não acontece com a profundidade, com a racionalidade que essa discussão exige?", indagou o parlamentar, insinuando motivações políticas por trás da iniciativa.
A PEC do Fim da 6 X 1 em tramitação
A PEC em questão, que busca reduzir a jornada máxima de trabalho de 44 para 40 horas semanais com a garantia de dois dias de descanso sem redução salarial, já havia sido aprovada pela Câmara dos Deputados em maio. No Senado, o texto iniciou sua discussão no plenário nesta terça-feira. Para ser aprovada em primeiro turno, a proposta necessita de ao menos 49 votos favoráveis e deve passar por cinco sessões de discussão, embora esse prazo possa ser encurtado mediante acordo entre os líderes partidários.
Governo e oposição em lados opostos
O governo do presidente Lula vinha buscando agilizar a aprovação da PEC antes do segundo turno das eleições, considerando-a uma das principais bandeiras de sua campanha de reeleição. No entanto, a líder do Governo no Senado, Teresa Leitão (PT-PE), indicou que a votação poderia não ocorrer nesta semana, citando dúvidas sobre o apoio necessário para acelerar a tramitação, possivelmente influenciadas pelo resultado do primeiro turno. Em contrapartida, o PL defende uma abordagem alternativa, onde empresas e funcionários negociariam diretamente as jornadas e condições de trabalho.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.







