Lula acompanhou apuração com amigos e TVs desligadas em São Paulo
Presidente reuniu cerca de 40 convidados em sala VIP de hotel, onde aparelhos de televisão permaneceram desligados durante a contagem de votos do primeiro turno.

Divulgação
Os bastidores da apuração do primeiro turno das eleições de 2026 revelam detalhes sobre como o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vivenciou o momento decisivo. Em vez de acompanhar os resultados em telas ligadas, o petista optou por uma sala no hotel Renaissance, em São Paulo, onde cerca de 40 políticos próximos e amigos foram reunidos. A peculiaridade do ambiente chamou a atenção: as duas televisões disponíveis permaneceram desligadas durante toda a tarde e noite de domingo, mesmo com a transmissão dos resultados em diversos canais.
Ambiente de expectativa e celulares como fonte de informação
A ausência de som e imagem nas TVs criou um clima de expectativa na sala VIP. Muitos dos presentes recorriam aos seus celulares para obter informações sobre o andamento da apuração. No entanto, essa prática não era bem vista pelo presidente. Relatos indicam que Lula demonstrava irritação quando percebia que seus interlocutores checavam notificações ou mensagens durante as conversas, reforçando a ideia de que a atenção deveria estar voltada para o momento presente e para as discussões internas.
Desânimo contido e confiança do presidente
A atmosfera na sala VIP, segundo observadores, não era de efusividade, com um certo desânimo pairando no ar, especialmente considerando que o resultado final indicava a necessidade de um segundo turno. A ausência da primeira-dama, Janja Lula da Silva, em seu tom mais usualmente vibrante, também contribuiu para essa percepção. Contudo, o presidente Lula se destacava por sua convicção, repetindo em diversas conversas que estaria eleito ainda no primeiro turno para seu quarto mandato. Apesar de sua confiança, os números finais apontaram uma disputa acirrada, com 45,16% dos votos válidos para Lula contra 47,03% de Flávio Bolsonaro (PL).
Estrutura de eventos e a influência da primeira-dama
A estrutura dos eventos em que Lula participa tem se mostrado cada vez mais segmentada. Geralmente, há uma sala destinada à imprensa e ao público em geral, outra reservada para convidados e, por fim, um espaço super VIP, onde o presidente permanece com um círculo restrito de pessoas autorizadas. Essa autorização, muitas vezes, passa pela chancela da Presidência da República, mas a influência de Janja Lula da Silva é notória, chegando a decidir quem pode ou não subir em carros de som durante as campanhas. Na sala em questão, estavam presentes figuras como Alexandre Padilha (ministro da Saúde), Aloizio Mercadante (presidente do BNDES), Dilma Rousseff (ex-presidente da República), Edinho Silva (presidente do PT), Guilherme Boulos (ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República), entre outros nomes importantes do cenário político e pessoal do presidente.
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