Câmara dos Deputados tem renovação de 35% na nova legislatura
Eleições definem nova composição da Casa, com destaque para aumento da bancada feminina e consolidação de partidos.

Divulgação
A Câmara dos Deputados apresentará uma face renovada a partir de fevereiro de 2027, com a posse dos parlamentares eleitos neste domingo (4). Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) indicam que 183 dos 513 deputados federais que comporão a 58ª legislatura iniciarão seu primeiro mandato, configurando uma taxa de renovação de 35,67%. Esse índice mantém uma média de oxigenação da Casa, próxima à registrada na eleição de 2022, que foi de 39,3%. Enquanto novos rostos chegam, 301 deputados federais foram reeleitos, representando 58,6% do total, e outros 29 ex-parlamentares retornarão ao Congresso Nacional.
Bancada feminina atinge recorde histórico
Um dos destaques da nova composição da Câmara é o expressivo aumento da bancada feminina. Um total de 108 mulheres foram eleitas para a próxima legislatura, configurando a maior representação feminina na história da Casa. Este número representa um acréscimo de 18,68% em relação a 2022, quando 91 mulheres conquistaram assentos. A advogada e professora doutora de Direito Constitucional, Damares Medina, celebra o marco, ressaltando a importância da presença feminina independentemente das divergências políticas.
Representatividade racial e indígena em foco
A representatividade racial na Câmara dos Deputados para a próxima legislatura será de 26,3%, com 135 eleitos autodeclarados pretos e pardos. Este número representa um ligeiro encolhimento de 2,9% em comparação com os 139 parlamentares pretos e pardos eleitos em 2022. No que tange à representação indígena, a bancada sofreu uma diminuição, com apenas três candidatos garantindo mandato: os reeleitos Paulo Guedes (PT-MG) e Juliana Cardoso (PT-SP), e a Ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara (PSol-SP). A bancada indígena representará aproximadamente 0,58% do total de deputados, um recuo em relação aos cinco eleitos em 2022.
Partidos e recordes de votação marcam o pleito
O Partido Liberal (PL) se consolidou como a maior bancada da Câmara, ampliando sua representação para 121 deputados, um aumento de 24 cadeiras em relação à eleição anterior. A Federação Brasil da Esperança (PT-PCdoB-PV) aparece em segundo lugar, com 88 deputados. A formação de grandes blocos partidários, como ressalta Damares Medina, confere poder na distribuição de orçamento e emendas. A eleição também foi marcada por recordes de votação, com Nikolas Ferreira (PL-MG) se tornando o deputado mais votado da história do país, superando 3,11 milhões de votos. Lucas Pavanato (PL) e Erika Hilton (PSol-SP) também registraram votações expressivas.
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