Zema declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e critica gestão de Lula
Ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, anuncia apoio a Flávio Bolsonaro para o segundo turno das eleições presidenciais, argumentando que o Brasil não suporta mais quatro anos sob a administração de Lula e criticando indicações para o Supremo Tribunal Federal.

Divulgação
Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais e candidato à Presidência da República pelo Novo, anunciou nesta segunda-feira (05.10.2026) seu apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL) para o segundo turno das eleições presidenciais. A decisão vem após Zema ter obtido 0,27% dos votos válidos no primeiro turno, com pouco mais de 326 mil eleitores. A disputa de segundo turno se dará contra o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Mensagem clara nas urnas
Em um vídeo divulgado em suas redes sociais, Zema interpretou o resultado do primeiro turno como uma mensagem clara da população brasileira, que, segundo ele, deseja a saída dos chamados "intocáveis de Brasília". O termo, utilizado pelo ex-governador durante toda a sua campanha, refere-se a ministros do Supremo Tribunal Federal e a setores do funcionalismo público. Ele também ressaltou o avanço da direita no Congresso Nacional, com um número suficiente de parlamentares para, em sua visão, iniciar processos de impeachment.
Compromisso contra o PT
Apesar de o partido Novo ter ampliado sua bancada no Legislativo, Zema considera que a batalha ainda não está ganha e, por isso, decidiu não se omitir. "Eu não vou me omitir, nem ficar em cima do muro neste momento tão importante", declarou, reafirmando seu compromisso em combater o PT. "Voto contra o PT, voto no Flávio Bolsonaro. O Brasil não aguenta mais quatro anos de Lula, nem mais 4 ministros do Supremo nomeados pelo Lula", enfatizou.
Disputa acirrada no segundo turno
A declaração de Zema ocorre em um cenário de segundo turno apertado. Flávio Bolsonaro obteve 47,03% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva alcançou 45,16%. A decisão final sobre a presidência do país será definida em 25 de outubro, em uma eleição que se mostra cada vez mais polarizada e com desdobramentos políticos significativos.
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