Senado: aliados de Flávio Bolsonaro são acusados de faltar para adiar votação da Pec 6x1
Senador Jaques Wagner (PT-BA) alega que ausências estratégicas no plenário do Senado visam impedir o início da discussão da Proposta de Emenda Constitucional que extingue a escala de trabalho 6x1, considerada prioridade pelo governo.

Divulgação
A discussão sobre a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa acabar com a escala de trabalho 6x1 teve início nesta terça-feira (6) no Senado Federal, mas já enfrenta obstáculos. Segundo o senador Jaques Wagner (PT-BA), aliados do candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, estariam estrategicamente se ausentando do plenário para inviabilizar a formação do quórum necessário para o início do debate. Wagner relatou que, ao se dirigir à Casa Alta, havia entre 34 e 35 congressistas registrados, número aquém dos 41 necessários para dar andamento à análise da proposta.
Manobras para adiar a votação
As ausências no plenário, segundo o senador petista, configurariam uma tentativa de “inviabilizar o debate” por parte dos “torcedores do candidato Flávio Bolsonaro”. A PEC, que já foi aprovada na Câmara dos Deputados, estabelece dois dias de descanso semanal sem redução salarial e é vista como uma prioridade pelo governo. Para que a proposta seja aprovada em definitivo, são necessários 49 votos favoráveis em dois turnos de votação. A estratégia de esvaziamento do plenário, portanto, visa atrasar a análise e, possivelmente, dificultar a sua aprovação.
Cronograma e expectativas do governo
Apesar dos entraves, o governo mantém a expectativa de avançar com a PEC ainda nesta semana. A previsão, transmitida pelo ministro da Secretaria de Relações Institucionais, José Guimarães, é de que sejam realizadas três sessões de discussão – nesta terça (6), quarta (7) e quinta-feira (8) –, com a votação em dois turnos agendada para a semana seguinte. Guimarães teria tratado da pauta com o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, e repassado o cronograma ao senador Wagner.
Cobrança por posicionamento público
O senador Jaques Wagner aproveitou para defender a aprovação da PEC e cobrar que os congressistas contrários à medida assumam publicamente suas posições. Na sua avaliação, a ausência no plenário para impedir o debate não é uma postura democrática. “Quem é contra tem que se assumir perante a opinião pública brasileira”, declarou, reforçando a importância da transparência e do debate aberto sobre temas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores.
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