Lula rebate críticas sobre jornada de trabalho e a chama de "mentira"
Presidente defende redução da jornada semanal para 40 horas e nega que medida seja responsável por crises econômicas, classificando a atribuição como "mentira".

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou como "mentira" a tentativa de atribuir aos trabalhadores a responsabilidade por eventuais crises econômicas no país, em decorrência da redução da jornada de trabalho. A declaração foi feita durante a cerimônia de promulgação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece a redução do teto da jornada semanal de 44 para 40 horas, eliminando o modelo de seis dias de trabalho por um de descanso.
Crítica à atribuição de responsabilidade econômica
Durante seu discurso no Congresso Nacional, o presidente Lula foi enfático ao rebater as críticas que vinculam a diminuição da carga horária de trabalho a problemas econômicos. "Tentar jogar nas costas do povo trabalhador que está reivindicando um dia de descanso a mais a responsabilidade por uma crise é mentira. A palavra correta é mentira", afirmou o chefe do Executivo, buscando desmistificar a ideia de que a medida prejudicaria a economia nacional.
Equilíbrio entre produtividade e bem-estar do trabalhador
Lula ressaltou que o objetivo da nova legislação não é prejudicar o setor produtivo, mas sim encontrar um equilíbrio entre a saúde e o bem-estar dos trabalhadores e a continuidade das empresas. "Ninguém, ninguém aqui deseja que uma empresa quebre. Mas também ninguém quer que um trabalhador morra por falta de descanso. Esse é o dado concreto. É combinar a existência da empresa com a manutenção e a saúde das mulheres e dos homens que trabalham", declarou, enfatizando a importância da qualidade de vida para a força de trabalho.
Diálogo e negociação setorial como solução
O presidente também destacou que a nova regra abre espaço para negociações específicas em cada setor da economia. Ele acredita que eventuais dificuldades ou desafios que possam surgir em categorias profissionais particulares poderão ser solucionados por meio do diálogo direto entre os sindicatos representativos e as empresas. Essa abordagem flexível visa garantir que a adaptação à nova jornada de trabalho ocorra de forma harmoniosa e produtiva em todo o país.
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