Lula leva eleições brasileiras à ONU e defende escolha do povo
Em discurso na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a soberania do processo eleitoral brasileiro e alertou contra desinformação e interferência estrangeira. Ele afirmou que a eleição de outubro será transparente e competitiva.

Divulgação
Discurso na ONU reforça defesa da soberania eleitoral
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou as eleições brasileiras de 2026 ao principal palco de debates internacionais ao discursar nesta terça-feira (22) na Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. Durante a fala, defendeu que a escolha nas urnas seja respeitada e afirmou que o país não aceitará ameaças à vontade popular.
Lula disse que o pleito marcado para 4 de outubro será “transparente e competitivo” e que todos os candidatos terão liberdade de expressão. Em tom firme, afirmou que não permitirá que “inimigos da democracia”, internos ou externos, atentem contra a decisão dos eleitores. “A democracia brasileira pertence aos brasileiros”, declarou o presidente.
Eleição é apresentada como escolha entre democracia e negacionismo
Para o presidente, os brasileiros decidirão não apenas os nomes que ocuparão a Presidência, os governos estaduais e as casas legislativas. A votação também representará, segundo ele, uma escolha entre a democracia e o negacionismo. Lula sustentou que o país pode avançar rumo a “um futuro de mais oportunidades” ou retornar a “um passado de exclusão”.
A questão da interferência estrangeira também apareceu no discurso. Lula afirmou que alguns candidatos “abusam” da liberdade de expressão ao se associar a interesses de estrangeiros contrários ao Brasil. A fala foi interpretada como uma referência à família Bolsonaro, especialmente ao ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos e defendeu a imposição de tarifas contra o país.
O presidente também tratou da desinformação digital como um dos principais desafios da campanha. Segundo Lula afirmou que redes de desinformação podem “desvirtuar o debate público” desvirtuar o debate público. A avaliação do governo é de que o tema exige atenção, mas sem comprometer as garantias democráticas e o direito de manifestação política.
Sistema eleitoral é citado como garantia de segurança
Lula destacou que o Brasil possui um sistema eleitoral “moderno e robusto”, acompanhado por uma sociedade plural e por uma imprensa livre. Ao associar a defesa da democracia à soberania nacional, reforçou que o país seguirá decidindo seus rumos por meio das urnas. “Ninguém, ninguém nos afastará desse caminho”, disse.
A eleição de 2026 será realizada em 4 de outubro os eleitores escolherão presidente, governadores, deputados federais, deputados estaduais ou distritais e senadores.
O trecho sobre o processo eleitoral encerrou a participação de Lula na 81ª Assembleia Geral das Nações Unidas. Antes de abordar o pleito, o presidente criticou a atuação do Conselho de Segurança da ONU, defendeu a diplomacia para a solução de conflitos internacionais e falou sobre clima, inteligência artificial, crime organizado e desigualdade social.
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