Lula fala em candidato “capataz” e critica milícia sem citar nomes
Durante transmissão com apoiadores, Lula pediu que eleitores avaliem os projetos em disputa e fez críticas indiretas a Flávio Bolsonaro. Presidente também falou sobre segurança pública, Banco Master e investigações envolvendo Lulinha.

Divulgação
Críticas durante ato de mobilização
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, fez críticas indiretas a adversários durante uma transmissão com militantes e influenciadores neste domingo (13 de setembro de 2026). Sem mencionar nomes no primeiro momento, afirmou que há candidato à Presidência que “nasceu no meio da milícia” e outro que “parece um capataz de fazenda no tempo da escravidão”.
Na sequência, Lula direcionou as críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), seu principal adversário na disputa. “Você tem candidato que parece um capataz de fazenda no tempo da escravidão. Você tem candidato que nasceu no meio da milícia, participa da milícia e está metido em todas as falcatruas”, declarou.
A fala ocorreu após um dia de “mobilização nacional” organizado pela campanha petista. A direção do PT orientou aliados a intensificar a atuação nas ruas e nas redes sociais nos 20 dias que antecedem o primeiro turno. Antes das críticas, Lula pediu que os eleitores avaliem “que tipo de Brasil” desejam para os próximos anos.
Escolha entre projetos diferentes
O presidente defendeu que a eleição seja tratada como uma escolha entre modelos de país. Ele citou a exploração de petróleo, minerais críticos e terras raras como exemplos de temas que, segundo sua avaliação, exigem planejamento estratégico. Lula comparou a decisão do eleitor à escolha de um padrinho para um filho, emphasizing a responsabilidade envolvida no voto.
Segurança pública e crime organizado
Lula também voltou a falar sobre milícias ao defender mudanças na segurança pública e maior participação da União no setor. Segundo ele, o próximo governo precisa retirar do crime organizado o controle de territórios e restaurar a presença do Estado em áreas dominadas por grupos criminosos.
“Vamos acabar com esse negócio de malandro, de miliciano, mandando no bairro, mandando na vila. Nós vamos libertar o povo brasileiro do crime organizado”, afirmou. A proposta foi apresentada como parte de uma agenda de combate às organizações que atuam em comunidades e exercem controle sobre moradores.
Banco Master e investigações
Depois, o petista relacionou suas críticas às investigações sobre fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e ao caso do Banco Master. Lula repetiu a acusação de que o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) “criou” o banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto sua gestão o teria “transformado em prisioneiro”.
O Banco Master passou a usar a atual denominação e ampliou suas atividades durante o governo Bolsonaro. Vorcaro foi preso em novembro de 2025 em uma operação da Polícia Federal que investiga suspeitas de fraudes envolvendo a instituição. O Banco Central decretou a liquidação extrajudicial do banco e tornou indisponíveis bens do banqueiro e de outros controladores e ex-administradores.
Investigações envolvendo Lulinha
Lula também comentou as investigações que atingem seu filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, relacionadas ao INSS. Ele disse que o filho deverá responder se for comprovada alguma irregularidade. “Se meu filho tiver metido, ele vai pagar um preço muito alto”, declarou.
Em seguida, citou Flávio Bolsonaro ao afirmar: “Mas quem tem escritório junto com o Careca é o Flávio Bolsonaro, não meu filho”. A declaração se refere a registros que indicam coincidência de endereço entre uma empresa ligada ao senador e companhias associadas a Antonio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, investigado por suspeitas de participação em esquema de descontos irregulares de benefícios previdenciários. Flávio Bolsonaro nega envolvimento no caso.
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