Lula e Flávio são os candidatos que mais viajaram no 1º mês de campanha
Entre 16 de agosto e 16 de setembro de 2026, Lula e Flávio Bolsonaro estiveram em 11 estados cada. Presidente manteve forte agenda em Brasília, enquanto senador priorizou atos de rua, São Paulo, Rio de Janeiro e uma passagem pelo Norte.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL) foram os candidatos à Presidência da República que percorreram o maior número de estados no primeiro mês da campanha oficial. Entre 16 de agosto e 16 de setembro de 2026, ambos estiveram em 11 unidades da Federação, combinando compromissos eleitorais, articulações políticas e eventos de mobilização.
Lula divide agenda entre Brasília, obras e palanques aliados
Lula passou 16 dos 32 dias iniciais da campanha em Brasília, oito deles dedicados a compromissos institucionais. Fora do Distrito Federal, retornou três vezes a São Paulo e duas vezes ao Rio de Janeiro e a Minas Gerais. A estratégia petista combinou a máquina administrativa federal com a presença em palanques de aliados.
Na agenda de governo, o presidente anunciou obras de infraestrutura, como a Transposição do rio São Francisco, no Ceará, e o VLT de Teresina, no Piauí. Também assinou decretos e sanções relacionados à saúde pública, ao fim da chamada taxa das blusinhas e ao Redata, regime tributário destinado a serviços de datacenter.
Como candidato, Lula participou de atos ao lado de Eduardo Paes (PSD), no Rio de Janeiro, e Jerônimo Rodrigues (PT), na Bahia. A agenda também incluiu encontros com banqueiros, lideranças evangélicas e aliados políticos no Sudeste e no Nordeste, regiões consideradas centrais para a disputa presidencial.
Flávio Bolsonaro aposta em carreatas e expansão regional
A campanha de Flávio Bolsonaro concentrou esforços em São Paulo, onde está instalado o quartel-general eleitoral, e no Rio de Janeiro, considerado seu principal reduto. O senador foi o único postulante ao Planalto a realizar uma série de compromissos na região Norte, com passagens por Amazonas, Pará e Roraima.
Sua estratégia priorizou a mobilização de rua e o contato com a base conservadora. O candidato participou de motocarreatas, carreatas e de uma barqueata em Angra dos Reis, além de comparecer à Festa do Peão de Barretos, em São Paulo, e ao ato do 7 de Setembro na Avenida Paulista.
Flávio também destacou propostas de segurança pública, incluindo debates sobre o modelo adotado em El Salvador e sua atuação no Senado. Durante a passagem pelo Norte, manteve conversas com representantes do agronegócio e da indústria. Em Alagoas, reforçou a articulação com a base de seu candidato a vice, Alfredo Gaspar (PL).
Caiado e Zema concentram viagens em suas bases
Ronaldo Caiado (PSD) priorizou São Paulo, onde permaneceu 23 dias. Também esteve uma vez no Rio de Janeiro e outra em Minas Gerais. No Centro-Oeste, realizou seis viagens, quatro a Goiás e duas ao Distrito Federal. O candidato teve ainda uma agenda no Rio Grande do Sul e não visitou estados do Norte nem do Nordeste no período.
Romeu Zema (Novo) registrou 19 deslocamentos pelo Sudeste: 11 em São Paulo, cinco em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro. Foi o candidato com maior presença no Sul, somando cinco dias entre Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Também esteve três vezes no Distrito Federal e duas no Ceará.
Cury e Renan buscam projeção nacional
Augusto Cury (Avante) dedicou 28 dias ao Sudeste, com 21 agendas em São Paulo, quatro em Minas Gerais e três no Rio de Janeiro. O candidato realizou dois compromissos no Sul, um no Paraná e outro no Rio Grande do Sul, além de uma passagem pelo Distrito Federal. Não esteve no Norte nem no Nordeste.
Renan Santos (Missão) somou 17 viagens ao Sudeste, sendo 14 para São Paulo, duas para o Rio de Janeiro e uma para Minas Gerais. Também percorreu Alagoas, Ceará, Maranhão e Paraíba, além de Paraná, Santa Catarina e Distrito Federal.
O mapa de deslocamentos revela estratégias distintas no início da campanha. Enquanto Lula equilibra compromissos institucionais com a presença em bases aliadas, Flávio Bolsonaro aposta na mobilização conservadora e na ocupação de novas regiões. Os demais candidatos concentram esforços em praças eleitoralmente estratégicas, sabatinas e debates nacionais para ampliar a exposição.
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