Pesquisa mostra rejeição de 50% a Lula e 46% a Flávio Bolsonaro
Levantamento nacional indica que metade dos entrevistados não votaria em Lula sob nenhuma hipótese, enquanto 46% rejeitam Flávio Bolsonaro. Ambos também lideram a preferência entre quem tem um único nome definido.

Divulgação
A rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) alcança 50% entre os eleitores ouvidos pela pesquisa PoderData/Aya. Entre os entrevistados, 46% afirmaram que não votariam em Flávio Bolsonaro (PL) sob nenhuma hipótese. O levantamento foi realizado entre os dias 13 e 16 de setembro de 2026, em fase decisiva da corrida presidencial.
Resistência aos dois principais nomes
Em relação à rodada anterior, feita entre 6 e 9 de setembro, a rejeição a Flávio Bolsonaro subiu 1 ponto percentual. A variação, porém, está dentro da margem de erro da pesquisa. Já o percentual de eleitores que rejeitam Lula permaneceu estável, indicando que os dois potenciais candidatos continuam enfrentando resistência expressiva em diferentes segmentos do eleitorado.
Apesar da elevada rejeição, Lula e Flávio também aparecem como os nomes mais consolidados entre quem já tem uma preferência definida. Lula é o único candidato em quem 36% dos entrevistados votariam, enquanto outros 10% disseram que poderiam votar no petista. No caso de Flávio, 35% o consideram sua única opção, e 13% afirmaram que poderiam apoiar o senador.
Campanhas precisam reduzir barreiras
O cenário revela um desafio semelhante para os dois lados: ampliar apoios sem provocar o afastamento de eleitores que ainda resistem aos seus nomes. Levantamento anterior, realizado entre 9 e 12 de agosto, mostrou que 18% dos brasileiros já escolheram um candidato principalmente porque rejeitam todos os demais concorrentes. Esse comportamento pode influenciar diretamente a formação dos campos políticos e a dinâmica do primeiro turno.
Para chegar aos resultados, foram feitas 3.000 entrevistas em 623 municípios de todos os 26 estados e do Distrito Federal. As respostas foram coletadas por telefone, incluindo linhas fixas e celulares, com uso de Unidade de Resposta Audível. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual para mais ou para menos, considerando um intervalo de confiança de 95%. O registro da pesquisa no Tribunal Superior Eleitoral é BR-00360/2026.
Os dados apontam uma disputa marcada não apenas pela intenção de voto, mas também pela capacidade de cada candidato de convencer eleitores indecisos e reduzir a rejeição. Em um quadro com nomes tão conhecidos e, ao mesmo tempo, tão rejeitados, pequenos deslocamentos podem ter impacto relevante na definição das alianças e no resultado final da eleição presidencial.
Newsletter
Escolha seus assuntos favoritos e receba em primeira mão as notícias do dia.







