Lula diz que não quer ser comparado a Flávio: “Ele não é ninguém”
Durante caminhada em Montes Claros, Lula rejeitou comparações com Flávio Bolsonaro e pediu que o debate seja feito com o ex-presidente Jair Bolsonaro. Presidente também criticou possível interferência de Donald Trump na eleição brasileira.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, nesta quinta-feira (17), que não quer ser comparado ao candidato do PL à Presidência da República, Flávio Bolsonaro. Durante uma caminhada em Montes Claros, no norte de Minas Gerais, Lula disse que eventual comparação deve envolver o pai do adversário, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula cita 8 de janeiro e faz acusações contra Jair Bolsonaro
“Não quero ser comparado com o Flávio, porque ele não é ninguém. Quero ser comparado com o pai, que foi presidente da República”, declarou. Lula voltou a classificar os atos de 8 de janeiro como uma tentativa de golpe e afirmou que Jair Bolsonaro teria tramado sua morte, a do vice-presidente Geraldo Alckmin e a do ministro Alexandre de Moraes, então presidente do Tribunal Superior Eleitoral.
A fala reforça a estratégia petista de concentrar o confronto eleitoral na atuação de Jair Bolsonaro durante os quatro anos em que comandou o País. Ao rejeitar uma comparação direta com Flávio, Lula busca transferir para o ex-presidente o centro do debate sobre o futuro do governo federal e a polarização política.
Campanha em Minas reúne aliados e debate projeto de País
O presidente participou da caminhada ao lado de aliados mineiros, entre eles Patrus Ananias, candidato do PT ao governo de Minas; Marília Campos, candidata ao Senado; Áurea Carolina, também candidata ao Senado pelo Psol; e a deputada estadual Leninha, presidente do PT no Estado.
Lula afirmou que não pretende “dar colher de chá para a extrema-direita” e apresentou a eleição como uma escolha entre diferentes projetos para o Brasil. Ele também mencionou o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e criticou Flávio Bolsonaro pela relação com o republicano. “Qual é o Brasil que a gente sonha? Um presidente que ama a bandeira nacional ou um presidente que beija a bandeira americana?”, questionou.
Minas Gerais segue como ponto central da disputa
A passagem por Montes Claros marcou a terceira visita de Lula a Minas nesta campanha. O Estado é considerado decisivo para a disputa presidencial, já que, historicamente, o vencedor do pleito no território mineiro tende a repetir o resultado nas urnas brasileiras.
Antes do ato nas ruas, o presidente visitou o novo complexo industrial da Eurofarma. No local, conheceu a linha de produção de embalagens de medicamentos e anunciou a distribuição de canetas emagrecedoras pelo SUS. Segundo Lula, a medida busca ampliar o acesso ao tratamento da obesidade, mas deve ser acompanhada de responsabilidade na utilização dos recursos públicos.
Próximos compromissos incluem ONU, Rio de Janeiro e São Paulo
Lula embarca para os Estados Unidos no domingo (20) e deve discursar na abertura da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas na terça-feira (22). Ele informou que pretende dizer a Donald Trump para “não se meter na eleição brasileira”.
Na sexta-feira (18), o presidente terá compromisso de governo no Complexo da Polícia Rodoviária Federal, no Rio de Janeiro, onde apresentará ações integradas contra o crime organizado. À noite, segue para Guarulhos, em São Paulo, para um ato com aliados, incluindo Geraldo Alckmin, Fernando Haddad, Marina Silva e Simone Tebet.
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