Lula diz que há temor sobre revelações do caso Master: “Orgia atrás de orgia”
Presidente criticou a divulgação seletiva de informações sobre o Banco Master e afirmou que novas revelações podem envolver autoridades dos três Poderes. Lula também defendeu a quebra dos sigilos e pediu apuração completa antes de conclusões.

Divulgação
Críticas à divulgação seletiva
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que há “muita gente com medo” de que novos detalhes sobre o caso Master sejam divulgados. Durante entrevista nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, ele criticou a divulgação parcial de conteúdos sob posse do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça e disse que informações sobre as relações do ex-banqueiro Daniel Vorcaro com autoridades ainda não vieram a público.
Lula classificou o material ainda não revelado com a expressão “orgia atrás de orgia”. Ao comentar o teor das informações, afirmou que Vorcaro teria usado recursos e encontros para buscar apoio entre empresários e autoridades. As declarações foram feitas sem apresentação de documentos ou detalhes adicionais durante a entrevista.
Acusações sobre o Banco Master
O presidente disse que Vorcaro se tornou banqueiro e criou o Banco Master durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). Ele estimou em R$ 60 bilhões o desfalque associado ao caso e afirmou que a investigação também envolve outros bancos e fundos de pensão ligados a governos estaduais.
Lula sustentou que foram identificadas operações com títulos inexistentes e possíveis tentativas de corrupção de autoridades. Também afirmou que a instituição foi fechada após o governo concluir que suas operações não eram regulares. Segundo ele, a decisão foi tomada depois de uma investigação que apontou inconsistências na atuação do banco.
Pedido de quebra dos sigilos
Lula e dirigentes do PT avaliam que as investigações sobre o Banco Master estão sendo usadas politicamente no contexto eleitoral. Por isso, defendem a quebra de todos os sigilos relacionados ao caso, incluindo dados bancários, fiscais e telefônicos, para que as informações sejam analisadas de forma ampla.
O presidente afirmou que as apurações podem envolver pessoas de diferentes setores da República, incluindo ministros do STF, deputados e senadores. Ele voltou a defender uma reforma do Poder Judiciário, mas afirmou que o caso Master precisa ser esclarecido antes. “Antes de fazer essa reforma, nós temos que resolver esse problema”, declarou.
Investigação deve anteceder conclusões
Apesar das críticas e das declarações sobre o conteúdo ainda não divulgado, Lula defendeu que as informações sejam apuradas antes da formulação de conclusões definitivas. Para o presidente, o governo e as autoridades responsáveis pela investigação devem evitar “pirotecnia” e aguardar a consolidação dos elementos capazes de esclarecer o caso.
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