Lula diz que governo nem discutiu documento dos EUA sobre eleições
Presidente afirmou que uma comunicação da Casa Branca sobre minerais críticos e eleições foi recusada por interferir em questões de soberania nacional.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026) que o governo brasileiro “nem discutiu” uma comunicação sigilosa enviada pela Casa Branca em outubro de 2025. Segundo Lula, o texto foi recusado por associar minerais críticos à participação de dissidentes políticos nas eleições presidenciais de 2026, tema tratado pelo Palácio do Planalto como questão de soberania nacional.
Comunicação foi classificada como inaceitável
Em declaração à Rádio Itatiaia, Lula afirmou que o documento já estava no “arquivo morto” do governo. Para o presidente, seria inaceitável que outro país pretendesse ter prioridade sobre a riqueza mineral brasileira ou estabelecer condições relacionadas ao processo eleitoral.
Na versão divulgada da comunicação, os Estados Unidos pediam que o Brasil não detivesse, prendesse ou impedisse de forma “arbitrária” a participação de “dissidentes políticos” na disputa presidencial. Lula rejeitou a abordagem e classificou o texto como “ultrapassado”, garantindo que ele não está sendo analisado pelo governo.
Presidente rebate críticas de Donald Trump
Lula também voltou a defender a autonomia e a segurança do sistema eleitoral brasileiro. Ao rebater o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as eleições no Brasil pertencem aos brasileiros e classificou o processo nacional como um dos mais seguros do mundo.
Na avaliação de Lula, o uso da urna eletrônica permite apurar os votos com rapidez e reduzir questionamentos prolongados. Ele citou o exemplo dos Estados Unidos, onde a confirmação de resultados pode levar dias, e defendeu a ampliação do modelo brasileiro para outros países.
O petista informou ainda que pretende convidar observadores para acompanhar as eleições de 2026. “Quem sabe a gente consiga introduzir o voto eletrônico em todos os países do mundo”, disse, ao defender que a tecnologia possa contribuir para maior transparência e confiança nas disputas eleitorais.
Disputa envolve eleições e recursos estratégicos
O episódio reúne dois temas sensíveis na relação entre Brasil e Estados Unidos: a condução do processo eleitoral brasileiro e o acesso a minerais considerados estratégicos para a indústria e a transição energética. A reação de Lula reforça a defesa do governo contra qualquer interferência externa em decisões internas.
Por enquanto, a posição oficial é de que a comunicação não terá continuidade nas negociações diplomáticas. Para o Planalto, o texto foi recusado no momento em que chegou e não integra a pauta atual do governo brasileiro.
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