Trump anuncia banimento da Cnn, Ms Now e Politico da Casa Branca
Donald Trump anunciou a exclusão de três veículos do complexo da Casa Branca, acusando-os de publicar mentiras sobre seu governo. A medida ainda precisa ser implementada e reacende o histórico de conflitos do presidente com a imprensa.

Divulgação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira, 18 de setembro de 2026, o banimento da CNN, da MS NOW e do Politico das dependências da Casa Branca. A decisão foi divulgada em sua conta oficial no Truth Social e representa mais um capítulo dos conflitos entre o republicano e veículos de imprensa dos Estados Unidos.
Trump acusa veículos de divulgar mentiras
Para justificar a medida, Trump afirmou que os três veículos publicam “notícias falsas” de maneira constante sobre sua pessoa, seu governo e os Estados Unidos. Ele declarou que organizações jornalísticas não deveriam relatar “ficção e mentiras” ao cobrir a Presidência e avisou que outros meios de comunicação podem ser excluídos do complexo presidencial.
O anúncio, porém, não significa que o bloqueio tenha sido aplicado imediatamente. Após a publicação, repórteres da MS NOW ainda estavam nas dependências da Casa Branca, e não havia informação sobre a adoção de medidas práticas para impedir o acesso de suas equipes. O Politico também não havia se manifestado publicamente sobre a decisão.
Conflito com a CNN vem de outro mandato
A CNN já enfrentou restrições semelhantes durante o primeiro mandato de Trump. Em novembro de 2018, a credencial de Jim Acosta, então correspondente-chefe da emissora na Casa Branca, foi revogada após uma entrevista tensa com o presidente. A emissora recorreu à Justiça e conseguiu garantir novamente o acesso do jornalista ao local.
A nova decisão amplia um histórico de atritos entre Trump e grandes organizações jornalísticas. O republicano já restringiu o trabalho da Associated Press e do Wall Street Journal na Casa Branca, além de ter processado o The New York Times. Essas ações reforçam uma estratégia recorrente de questionar publicamente veículos que considera desfavoráveis ao seu governo.
O episódio deve reacender o debate sobre o acesso da imprensa às atividades oficiais e sobre os limites do poder presidencial para selecionar quais organizações podem acompanhar a cobertura da Casa Branca. Enquanto a medida não for colocada em prática, ainda não está claro como a administração Trump pretende impedir a entrada dos profissionais banidos.
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