Lula defende restrições a parentes de integrantes do Judiciário
Presidente afirma que membros do Judiciário não podem ter parentes advogando e defende critérios de moralização, transparência e responsabilização. Ele também cogita uma reforma profunda na Corte e nas regras de escolha de seus integrantes.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (15), que integrantes do Poder Judiciário não podem ter parentes advogando. A declaração reforça o debate sobre conflito de interesses, transparência e confiança nas instituições e foi acompanhada de um pedido por padrões mais rígidos de conduta entre autoridades judiciais.
STF precisa servir de exemplo
Para Lula, o Supremo Tribunal Federal deve representar um modelo de integridade para o país. Ao comentar a presença de familiares de ministros atuando na advocacia, o presidente disse que integrantes da Suprema Corte não podem permanecer sob suspeita e precisam preservar a credibilidade da instituição.
“Quem for ministro ou quem estiver no Poder Judiciário não pode querer ficar rico”, declarou Lula. Ele citou filhos, cônjuges e pais de autoridades exercendo a advocacia como exemplos que, em sua avaliação, exigem critérios mais claros de moralização e afastamento de situações capazes de comprometer a confiança pública.
Presidente defende reforma profunda
Lula também afirmou que pode ser necessária uma “reforma profunda” no Judiciário. Entre os temas que, segundo ele, devem entrar na discussão estão o tempo de mandato e os critérios utilizados para a escolha de integrantes das cortes. A fala não detalhou um projeto específico, mas indicou a intenção de ampliar o debate sobre regras de acesso e permanência nos principais cargos da Justiça.
As declarações foram feitas em um dia de alta tensão institucional. O STF analisava procedimentos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça, mas o julgamento foi suspenso após pedido de vista de Flávio Dino. Naquele momento, o placar marcava 4 a 3 favorável à tramitação separada dos casos.
Suspeição e responsabilização
Ao defender a apuração de eventuais erros, Lula afirmou que responsáveis por irregularidades devem “pagar o preço que o povo brasileiro exige”. A declaração coloca a moralização do Judiciário no centro de uma discussão que envolve independência das instituições, prestação de contas e limites entre atuação pública e interesses privados.
Qualquer mudança nas regras de composição, mandato ou conduta de integrantes do Judiciário dependerá de tramitação institucional e jurídica. Por enquanto, as declarações presidenciais funcionam como uma pressão política por maior rigor e por uma postura exemplar da Suprema Corte.
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