Lula defende que STF julgue ministros no mesmo dia
Presidente pede que o STF analise na mesma sessão os processos envolvendo Alexandre de Moraes e André Mendonça. Para Lula, condutas semelhantes devem receber tratamento igual e todas as provas precisam ser tornadas públicas.

Divulgação
Defesa de julgamento conjunto
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu, nesta quinta-feira (17 de setembro de 2026), que o Supremo Tribunal Federal julgue na mesma sessão os processos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça. A proposta foi apresentada em meio aos desdobramentos das investigações sobre o Banco Master e à discussão sobre a condução dos inquéritos na Corte.
Para Lula, analisar as condutas atribuídas a cada ministro em momentos diferentes poderia representar tratamento desigual dentro do STF. A manifestação ocorreu após o presidente da Corte, Edson Fachin, adiar uma sessão relacionada ao processo envolvendo Mendonça. A suspensão ocorreu enquanto os ministros avaliam uma questão de ordem sobre a possibilidade de unir esse julgamento ao relatório da Polícia Federal acerca de Alexandre de Moraes.
Lula pede acesso público às provas
O presidente afirmou que todos os ministros citados nas investigações já teriam material disponível para análise e defendeu a divulgação dos elementos considerados relevantes. Em sua avaliação, a realização dos julgamentos em datas distintas dificultaria a comparação das responsabilidades individuais e poderia gerar percepção de favorecimento entre integrantes da Corte.
Lula também destacou que eventuais erros cometidos por Alexandre de Moraes devem ser examinados e julgados pelo próprio Supremo. Ao mesmo tempo, disse que o mesmo rigor precisa ser aplicado aos demais nomes mencionados nas apurações, incluindo André Mendonça e Luiz Fux. Segundo o presidente, a instituição precisa confirmar se as informações e os telefonemas investigados são verdadeiros antes de concluir responsabilidades.
Respeito ao papel institucional do STF
Apesar das cobranças, Lula voltou a defender a importância institucional do Supremo Tribunal Federal. Para ele, a Corte precisa ser respeitada por ser a última instância do Judiciário brasileiro e a guardiã da Constituição. O presidente sustentou que essa posição exige dos ministros um padrão de responsabilidade ainda mais elevado do que o esperado no restante da sociedade.
Sobre o Banco Master, Lula afirmou que o caso ainda não foi completamente esclarecido e que é necessário identificar todos os envolvidos. O presidente voltou a mencionar o senador Flávio Bolsonaro, candidato à Presidência, e disse que ele deverá responder às acusações relacionadas ao escândalo. A fala reforça a tensão política em torno das investigações, que continuam sob análise das autoridades e podem produzir novos desdobramentos no STF.
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