1ª parcela do Bolsa Família com valor maior será paga em 19 de outubro
O governo federal reajustou o Bolsa Família em 15,04%. O benefício médio passará de R$ 675 para R$ 777, com pagamentos iniciados em 19 de outubro.

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Reajuste de 15,04% eleva o benefício
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta quinta-feira (17) um reajuste de 15,04% nos benefícios do Bolsa Família. O piso mensal do programa deixará de ser R$ 600 e passará a R$ 691. O benefício médio, por sua vez, subirá de R$ 675 para R$ 777, um aumento nominal de aproximadamente R$ 100. Os novos valores valerão para a folha de outubro.
Pagamentos começam em 19 de outubro
A primeira parcela com o valor reajustado será paga a partir de 19 de outubro, seguindo o calendário regular do Bolsa Família. O percentual acompanha a variação acumulada de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) desde a criação do programa, em 2023, até agosto de 2026. A atualização busca repor a perda provocada pelo aumento dos preços nesse período.
Medida terá impacto de R$ 22 bilhões em 2027
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, estimou que o reajuste terá custo de R$ 5,8 bilhões ainda neste ano, considerando os pagamentos a partir de outubro. Em 2027, o impacto previsto será de aproximadamente R$ 22 bilhões. O Executivo deverá ajustar a proposta orçamentária do próximo ano, já enviada ao Congresso Nacional, para incluir a despesa adicional. Os detalhes deverão constar do relatório bimestral de receitas e despesas previsto para 24 de setembro.
Governo afirma que há espaço fiscal
Durigan afirmou que parte do espaço fiscal será obtida com a zeragem da fila do INSS, que teria liberado recursos no orçamento. Segundo o ministro, a medida não altera a despesa total prevista pelo governo nem exige créditos fora do orçamento já contabilizado. Lula fez o anúncio no Palácio do Planalto ao lado dos ministros Bruno Moretti, Miriam Belchior, Wellington Dias e Dario Durigan.
Anúncio ocorre a 17 dias do 1º turno
O reajuste foi divulgado a 17 dias do 1º turno das eleições, marcado para 4 de outubro. A oposição pode interpretar o timing como estratégia eleitoral, mas o governo sustenta que a discussão começou antes do período eleitoral e rejeita a acusação de que a medida tenha finalidade eleitoral. Para o Executivo, existe espaço fiscal suficiente para absorver o custo sem comprometer as metas estabelecidas.
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