Lula defende fim da escala 6x1 e critica clã Bolsonaro em ato em Juiz de Fora
Presidente assegura que a mudança na jornada de trabalho não trará prejuízos e ataca opositores.

Divulgação
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (16) que o fim da escala de trabalho 6x1 não causará prejuízos a trabalhadores ou empresários. A declaração foi feita durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) e direcionada especialmente aos comerciários e ao setor empresarial. Lula destacou que a medida beneficiará o Brasil como um todo, com ênfase no bem-estar das mulheres, que terão mais tempo para dedicar à família.
Fim da 6x1 é visto como avanço para o trabalhador
Em seu discurso, o presidente enfatizou a importância de evitar retrocessos e ressaltou os benefícios da nova jornada. "Ninguém vai ter prejuízo com o fim da escala 6 X 1, ninguém. Quem vai ganhar é o Brasil, quem vai ganhar é o povo trabalhador, quem vai ganhar são as mulheres, que vão ter 2 dias pra descansar e cuidar da família", declarou. A fala reforça a posição do governo em priorizar direitos trabalhistas e a qualidade de vida dos cidadãos.
Críticas ao clã Bolsonaro e defesa da democracia
Lula aproveitou a oportunidade para tecer críticas contundentes ao clã Bolsonaro, acusando-os de quererem "destruir todo o direito trabalhista" e de não representarem os interesses do povo trabalhador. Ele alertou que uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro poderia significar o retorno da escala 6x1, apelando para que os eleitores estejam atentos e não confiem em seus opositores. A mensagem foi clara: a escolha nas urnas impacta diretamente os direitos conquistados pelos trabalhadores.
PEC da Redução da Jornada avança no Congresso
A declaração do presidente ocorre em um momento crucial, com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que reduz a jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas e estabelece dois dias de descanso remunerado, tendo sido promulgada. A medida, aprovada em dois turnos pelo Senado, prevê uma transição gradual, com a jornada caindo para 42 horas em 60 dias após a publicação da emenda e para 40 horas em 14 meses. A proposta também veda cortes salariais e permite negociações coletivas para regimes específicos de descanso, com atenção especial para micro e pequenas empresas.
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