Lula critica Flávio Bolsonaro e promete defender conquistas trabalhistas
Em Ipatinga (MG), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o senador Flávio Bolsonaro de querer "destruir" programas sociais e direitos dos trabalhadores, como o Farmácia Popular e o fim da escala 6x1, caso a direita retorne ao poder.

Divulgação
Em uma caminhada pela cidade de Ipatinga, no Vale do Aço, em Minas Gerais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez duras críticas ao senador Flávio Bolsonaro, seu adversário político. Lula afirmou que a eleição de candidatos de direita representa um risco para conquistas importantes dos trabalhadores brasileiros, citando especificamente o fim da escala de trabalho 6x1, a desestruturação de universidades e institutos federais, e o desmonte do programa Farmácia Popular. O presidente ressaltou que o Vale do Aço, uma região historicamente ligada à indústria e à produção de riqueza nacional, não deveria apoiar quem, segundo ele, ameaça o bem-estar de seus habitantes.
Ameaças a programas sociais e direitos trabalhistas
Lula destacou que a volta de uma gestão alinhada com o pensamento defendido por Flávio Bolsonaro poderia levar ao fim de programas essenciais para a população. "Não é possível que a região mais operária de Minas Gerais, aquela que produz parte da riqueza desse país, tenha gente que vota num direitista e alguém que é contra o fim da escala 6 X 1. Eles vão destruir as nossas universidades, os nossos institutos federais, vão acabar com a Farmácia Popular, que eles já acabaram. Vão acabar com o Ministério da Cultura, com o Ministério do Trabalho", declarou o presidente, reforçando seu compromisso com a manutenção e ampliação desses programas.
Fim da escala 6x1 e críticas à mídia
A declaração do presidente ocorre em um momento em que o Congresso Nacional promulgou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que põe fim à escala de trabalho 6x1, uma das bandeiras de campanha de Lula. O senador Flávio Bolsonaro, que votou a favor do texto no Senado, havia criticado a proposta anteriormente, defendendo a flexibilização das jornadas de trabalho. Além disso, Lula aproveitou para criticar a Rede Globo, após a emissora confirmar um almoço entre executivos da empresa e Flávio Bolsonaro. O presidente sugeriu que a emissora estaria sob "suspeição" e agindo "contra" sua candidatura, mencionando a prisão de Daniel Vorcaro e a proibição de apostas esportivas.
Homenagem a Minas Gerais e ao trabalho
Em um gesto de aproximação com a região e seus trabalhadores, Lula entoou a canção "Oh! Minas Gerais", de De Moraes e Doquinha. A música, que exalta as belezas naturais e a diversidade de profissões do estado, como lavradores, boiadeiros, operários e garimpeiros, serviu como pano de fundo para o discurso do presidente sobre a importância da valorização do trabalho e da proteção social. A visita ao Vale do Aço reforça a estratégia do governo em se conectar com bases eleitorais importantes e defender as políticas sociais implementadas durante sua gestão.
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