Flávio Bolsonaro afasta pai e irmão de ministérios em eventual governo
Senador descarta Jair Bolsonaro em cargo e Eduardo Bolsonaro no Itamaraty, mas ressalta importância do pai para consultoria política.

Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre à Presidência da República, negou nesta sexta-feira (16.out.2026) que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), tenha manifestado interesse em ocupar um cargo em seu hipotético governo. A declaração surge em um momento de especulações sobre a composição de um futuro ministério, e o senador também descartou a nomeação do irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL), para a chefia do Ministério das Relações Exteriores.
Jair Bolsonaro: consultoria, não cargo
Em entrevista à jornalista Renata Lo Prete, Flávio Bolsonaro foi questionado sobre a possibilidade de Jair Bolsonaro integrar sua equipe caso ele vença o segundo turno das eleições. A resposta foi categórica: "O presidente Bolsonaro nunca tratou de cargo comigo, nunca sugeriu que gostaria de trabalhar no governo". Apesar de afastar a hipótese de um cargo formal, o senador fez questão de ressaltar que pretende continuar contando com o pai para orientação política e administrativa. "Eu tenho o privilégio de, a hora que eu precisar consultar um ex-presidente da República, eu tenho dentro de casa, de confiança", declarou.
Eduardo Bolsonaro fora do Itamaraty
Ainda durante a entrevista, o senador foi enfático ao negar a possibilidade de nomear Eduardo Bolsonaro para o posto de chanceler. "Não, ele não vai ser meu chanceler", afirmou. O nome do ex-deputado vinha sendo ventilado por aliados da família como uma opção para liderar o Itamaraty, especialmente devido à sua atuação nos Estados Unidos e à proximidade com figuras do governo americano. Eduardo Bolsonaro, que se mudou para os EUA, tem se posicionado ativamente em defesa de sanções contra ministros do Supremo Tribunal Federal, o que gerou discussões sobre seu potencial papel diplomático.
Defesa de Eduardo e perseguição política
Embora tenha negado a nomeação para o Ministério das Relações Exteriores, Flávio Bolsonaro aproveitou para defender a atuação internacional do irmão, classificando-a como um ato de sacrifício pela democracia. "Algum dia a história ainda vai reconhecê-lo como alguém que se sacrificou para defender a democracia no nosso país", declarou. O senador não especificou se cogita oferecer outra função a Eduardo Bolsonaro em um eventual governo. A entrevista abordou ainda movimentações jurídicas relacionadas à condenação de Jair Bolsonaro, mas o senador manteve o foco na sua candidatura e nas futuras decisões de seu projeto político.
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