Flávio Bolsonaro afirma que não reverterá fim da escala 6x1
Senador, que inicialmente era contra a proposta, declarou que respeitará a decisão após ouvir trabalhadores e que buscará garantir o poder de compra.

Divulgação
O senador e candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro (PL), assegurou que, caso eleito, não pretende reverter a extinção da escala de trabalho 6x1. A declaração foi feita em entrevista, onde o parlamentar explicou sua mudança de posição em relação à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que pôs fim a essa modalidade de jornada.
Mudança de posição motivada por diálogo
Inicialmente, Flávio Bolsonaro manifestou-se contra a PEC, chegando a classificá-la como uma manobra eleitoreira do atual governo. Contudo, o senador votou a favor da proposta após uma série de viagens pelo país, onde, segundo ele, ouviu a opinião da maioria dos trabalhadores. Essa escuta atenta o levou a decidir por acompanhar o sentimento popular e garantir a folga adicional aos trabalhadores.
Garantia de direitos e flexibilidade nas contratações
Apesar de respeitar o fim da escala 6x1, o senador ressaltou que sua gestão se comprometerá em garantir os direitos trabalhistas já consolidados. Ao mesmo tempo, ele reiterou a defesa por maior flexibilidade nas contratações, uma bandeira histórica do PL, que visa adequar remuneração e direitos à proporcionalidade das horas efetivamente trabalhadas. Flávio Bolsonaro também prometeu empenho em conter qualquer efeito negativo sobre o poder de compra da população, buscando devolvê-lo caso haja redução.
Implementação gradual e reajuste do salário mínimo
A PEC que extinguiu a escala 6x1 foi promulgada após aprovação em dois turnos no Senado. A implementação da nova jornada será feita de forma gradual, com a redução da jornada semanal para 42 horas e dois dias de descanso remunerado em até 60 dias após a publicação da emenda, e o limite de 40 horas semanais a partir de 14 meses. Em outra frente, o senador confirmou a intenção de manter a política de reajuste do salário mínimo acima da inflação, negando planos de desvincular esse reajuste das aposentadorias ou de alterar pisos de gastos com saúde e educação, como sugerido por rumores.
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