Justiça do DF autoriza busca de bens de Carla Zambelli por dívida
Justiça Federal autorizou a localização de bens e saldos bancários da ex-deputada antes da citação no processo. A cobrança da Caixa ultrapassa R$ 86 mil, mas uma restrição determinada pelo STF pode complicar o recebimento.

Divulgação
A Justiça Federal do Distrito Federal autorizou a busca de bens, ativos e saldos bancários ligados à ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) para garantir uma dívida cobrada pela Caixa Econômica Federal. A medida foi concedida antes da citação da ré no processo, diante das dificuldades para localizá-la e notificá-la formalmente.
Dívida superior a R$ 86 mil
O procedimento para localizar recursos em nome de Carla foi iniciado no começo de setembro. A Caixa cobra um débito superior a R$ 86 mil, formado por despesas no cartão de crédito, utilização do cheque especial e parcelas vencidas de empréstimo consignado. A identificação de bens pode criar garantias para o pagamento, caso sejam encontrados valores disponíveis.
Dificuldade para localizar Carla na Itália
A ex-deputada está na Itália, país onde teve o pedido de extradição ao Brasil anulado e foi liberada pelas autoridades locais em maio. A distância e a ausência de um endereço adequado para a citação levaram o juízo a flexibilizar a ordem do processo. Com a decisão, as diligências patrimoniais poderão ocorrer antes da conclusão da notificação formal.
Restrição determinada pelo STF pode dificultar o pagamento
A autorização não garante, por si só, que a Caixa consiga receber o valor cobrado. O magistrado destacou que já há uma restrição patrimonial determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) sobre bens de Carla Zambelli. Caso ativos ou contas sejam localizados, será necessário verificar a disponibilidade dos valores e compatibilizar as medidas judiciais em vigor, o que pode limitar a eficácia da cobrança.
Caixa terá 20 dias para definir próximos passos
Depois da realização da busca patrimonial, a Caixa terá 20 dias para informar à Justiça se pretende continuar com o processo. Dentro desse prazo, o banco poderá apresentar novos pedidos e avaliar a necessidade de enviar uma carta rogatória à Itália, instrumento utilizado para viabilizar a citação formal de Carla perante as autoridades italianas.
O escritório Pagnozzi Advogados Associados, que representa a ex-deputada, foi procurado pela reportagem para comentar a decisão, mas não respondeu até a conclusão desta reportagem.
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