Janja é interrompida em comício e apoiadores reagem com gesto ofensivo
Primeira-dama foi interrompida durante discurso em Curitiba e respondeu a provocações. Janja defendeu Lula, criticou a Lava Jato e afirmou que a vitória nas urnas será a resposta aos adversários.

Divulgação
A primeira-dama Janja Lula da Silva foi interrompida neste sábado (12) enquanto discursava em um comício do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Curitiba (PR). Durante as provocações, apoiadores do petista reagiram em defesa de Janja e fizeram gestos ofensivos dirigidos aos opositores.
Resposta durante o comício
Janja tentou conter a manifestação e pediu que os apoiadores seguissem o discurso. “Que foi? Para! Coisa chata. Liga não, gente. Vamos seguir aqui”, afirmou. Ela classificou as interrupções como manifestações de ódio e associou o episódio a ataques contra mulheres.
“Deixa lá eles com a raiva, com o ódio deles, porque aqui é só amor. Aqui não tem ódio. Deixa esse povo lá com o ódio, com mentira, com a fake news, com a misoginia, com o ódio contra as mulheres”, declarou a primeira-dama. Em seguida, afirmou que a resposta aos adversários será dada nas urnas: “Vamos vencer eles é no voto. É no voto que eles vão ver o que que é bom”.
Críticas à Lava Jato
Janja também falou sobre a prisão de Lula durante a operação Lava Jato e classificou a condenação como injusta. Sem mencionar nominalmente o ex-juiz Sergio Moro, atual candidato do PL ao governo do Paraná, ela disse que não pretende alimentar a exposição política de adversários.
“Não vou citar aqui o nome do algoz dele, é tudo que ele quer. Eu não vou citar, não, assim como Gleisi. Não vou citar porque é tudo o que ele quer”, afirmou. Moro foi o responsável pela condenação de Lula no caso do tríplex do Guarujá, decisão posteriormente anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Lula também fez críticas indiretas ao adversário. Durante o mesmo evento, declarou: “Não quero falar mal dos outros candidatos, mas aqui tem um que não vale o que come”. A fala foi recebida com aplausos pelos presentes.
Prisão marcou a trajetória política
Lula ficou preso por 580 dias na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019. Ele havia sido condenado por Moro por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá. Em 2019, recebeu outra condenação, desta vez no processo relacionado ao sítio de Atibaia (SP).
A prisão foi encerrada após decisão do STF que passou a exigir o trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos, para o cumprimento de pena. As condenações de Lula foram posteriormente anuladas pelo Supremo, que também considerou parcial o então juiz Sergio Moro.
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