Janja diz que mulheres não devem ter medo de fazer política
Primeira-dama condenou a violência política de gênero após ataque com artefato explosivo contra equipe da deputada Jack Rocha no Espírito Santo.

Divulgação
A primeira-dama Janja Lula da Silva afirmou que as mulheres “não devem ter medo de fazer política” e condenou a violência política de gênero no país. Em publicação nas redes sociais nesta segunda-feira (21 de setembro de 2026), ela classificou ataques e intimidações como tentativas de restringir a participação feminina na vida pública.
A manifestação ocorreu um dia após a deputada federal Jack Rocha (PT-ES) e sua equipe terem sido alvo de um artefato explosivo caseiro durante um bandeiraço em Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo. O episódio aconteceu no sábado (19), no centro da cidade, e deixou três trabalhadoras levemente feridas. Elas receberam atendimento, e um boletim de ocorrência foi registrado.
Intimidação contra a participação democrática
Janja descreveu episódios desse tipo como atos de “covardia e intimidação”. Segundo a primeira-dama, a violência política de gênero ameaça, pressiona e tenta silenciar mulheres em todo o Brasil. Para ela, a conduta revela uma tentativa de substituir o confronto de ideias pela agressão e pelo medo.
“Nenhuma mulher deve ter medo de fazer política”, escreveu. Janja destacou ainda que a coragem de mulheres que ocupam espaços de representação e militância abre caminho para que outras também participem da disputa pública. A primeira-dama defendeu que a democracia seja construída por diálogo e voto, e não por ataques contra candidaturas, equipes ou lideranças.
Participação “de cabeça erguida”
A primeira-dama afirmou que, apesar das tentativas de intimidação, as mulheres seguirão envolvidas na política “de cabeça erguida”. A declaração reforça a necessidade de proteger não apenas figuras eleitas, mas também assessoras, militantes e trabalhadoras que sustentam atividades de campanha e enfrentam riscos no exercício da participação política.
O caso no Espírito Santo reacende o debate sobre a segurança de mulheres na política e sobre os limites aceitáveis da disputa eleitoral. Em uma democracia, divergências ideológicas devem ser resolvidas nas urnas e no debate público. Qualquer ação que use violência para impedir a atuação de mulheres representa ataque direto à liberdade política e à pluralidade do processo democrático.
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