Janja chama militância às ruas e diz que Lula é “tocado” por Deus
Primeira-dama defendeu a mobilização de apoiadores na reta final do primeiro turno e destacou a atuação de Lula contra a fome durante ato em Porto Alegre. Ela também anunciou presença em uma manifestação em Brasília.

Divulgação
A primeira-dama Janja Lula da Silva defendeu a mobilização da militância nas ruas durante um ato de campanha realizado em Porto Alegre, nesta sexta-feira (11 de setembro de 2026). Ao discursar, ela apresentou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como um “homem ungido por Deus” e voltou a destacar a retirada de 33 milhões de pessoas do mapa da fome.
Discurso mistura campanha e apelo religioso
“O homem que tira 33 milhões de pessoas do mapa da fome só pode ser tocado por Deus”, afirmou Janja. A fala reforça uma estratégia de aproximação com eleitores religiosos, especialmente evangélicos, grupo considerado importante no cenário eleitoral. A primeira-dama também tem intensificado agendas voltadas às mulheres e a públicos organizados em igrejas e comunidades.
Janja pediu que os apoiadores atuem de forma organizada nos últimos dias de campanha. Ela convocou petistas e aliados a conversar com eleitores indecisos e fazer defesa política no cotidiano, seja em casa, no trabalho, na escola, na igreja ou em movimentos comunitários. A orientação busca ampliar o contato direto da campanha com cidadãos que ainda não definiram o voto.
Primeira-dama anuncia mobilização em Brasília
A primeira-dama informou que participará de uma mobilização em Brasília no domingo (13 de setembro). Segundo Janja, ela estará nas ruas para distribuir adesivos, carregar bandeiras e reforçar a campanha de Lula. A agenda integra a tentativa de elevar a presença popular e dar visibilidade à disputa em sua fase final.
O ato em Porto Alegre teve músicas de campanha e de conteúdo religioso, incluindo “Tapete Vermelho”, canção gospel usada por Janja em iniciativas direcionadas ao público evangélico. Também foi executado o “Rap do Silva”, jingle associado à campanha lulista. A combinação de símbolos religiosos e eleitorais marcou o evento e evidenciou a disputa por diferentes segmentos da sociedade.
Lula e Juliana Brizola fazem caminhada sob chuva
A atividade começou com chuva na capital gaúcha. Lula e Juliana Brizola (PDT), candidata ao governo do Rio Grande do Sul, caminharam até a parte frontal do palco antes do início dos discursos. O presidente ergueu a mão da candidata em sinal de apoio, e ambos acompanharam as falas sentados em poltronas no fundo do palanque.
Cartazes exibidos no local traziam a frase “Pela vida das gurias”, além de referências a Lula, à legenda e aos candidatos proporcionais. Os discursos concentraram críticas aos adversários e pedidos de mobilização para os dias restantes antes da votação do primeiro turno.
Pimenta defende quebra de sigilos
O deputado Paulo Pimenta (PT-RS) também abordou as investigações envolvendo o Banco Master. Sem apresentar provas durante o discurso, ele afirmou que o chamado “Bolsomaster” teria financiado campanhas de Jair Bolsonaro (PL) e de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP). O parlamentar também associou o esquema do INSS a financiamentos de Onyx Lorenzoni e de outros nomes da direita.
“Queremos que a verdade apareça. Eu quero todos os sigilos abertos. Não vamos aceitar manipulação”, disse Pimenta. Ele pediu concentração da militância na reta final da campanha e defendeu a eleição de Juliana Brizola ao governo gaúcho e de Edegar Pretto (PT-RS) ao Senado.
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