Haddad diz que Vorcaro “nasceu” no BC durante gestão de Campos Neto
Candidato do PT ao governo de São Paulo criticou a condução do Banco Central na gestão de Roberto Campos Neto, associou Daniel Vorcaro ao caso Banco Master e defendeu o fim dos sigilos das investigações antes das eleições gerais.

Divulgação
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou nesta segunda-feira (14) que Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master, ganhou força durante a gestão de Roberto Campos Neto à presidência do Banco Central. Campos Neto foi indicado ao cargo pelo então presidente Jair Bolsonaro.
Haddad faz críticas ao Banco Central
Durante entrevista ao vivo, o petista disse que há um “problema grave” relacionado à atuação da autoridade monetária no período. Haddad afirmou que Vorcaro “nasceu” no Banco Central comandado por Campos Neto e destacou que o banqueiro foi preso e teve a instituição financeira liquidada durante o atual governo federal.
Haddad também garantiu que sua equipe já identificava Vorcaro como uma ameaça antes da prisão. Segundo o candidato, ele nunca se encontrou com o banqueiro, não recebeu mensagens ou telefonemas e nunca procurou qualquer contato direto com ele. “A minha equipe já havia alertado que o Daniel Vorcaro era um problema, problema grave”, declarou.
Ao comentar o caso Banco Master, Haddad classificou o episódio como a maior fraude bancária já registrada no país, com prejuízo estimado por ele em R$ 60 bilhões. O petista também afirmou que Vorcaro financiou campanhas de Jair Bolsonaro e de Tarcísio de Freitas, além de ter mantido negócios com três ex-ministros do governo Bolsonaro. As declarações foram feitas em meio às investigações sobre o caso.
Candidato defende quebra de sigilos
Questionado sobre os possíveis impactos políticos do caso nas eleições gerais, Haddad defendeu o levantamento de todos os sigilos das investigações. Para ele, a Justiça não pode withhold informações relevantes da população em um período eleitoral que terá disputas para a Presidência, governos estaduais, Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas.
“Todos os sigilos têm que ser levantados. A Justiça não pode sonegar a informação do cidadão. Abre tudo”, afirmou Haddad. O candidato ressaltou que a medida deve valer independentemente do partido ou da posição política dos investigados, incluindo nomes ligados à sua própria base.
A defesa pela divulgação dos dados ocorre em um momento de forte repercussão do caso Master no debate nacional. Haddad sustenta que eventuais responsáveis devem prestar contas à Justiça e ressarcir os prejuízos comprovados, sem distinção partidária. A postura reforça a tentativa do petista de associar o episódio ao cenário político mais amplo e de pressionar por transparência nas investigações.
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