Haddad defende retirar do STF quem criar problemas à Corte
Candidato ao governo de São Paulo afirmou que instituições devem corrigir irregularidades e que responsáveis poreventuais erros no STF precisam ser afastados. Ele também defendeu a divulgação de informações sobre investigações.

Divulgação
O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta sexta-feira (11 de setembro de 2026) que as instituições brasileiras devem ser corrigidas quando forem identificadas irregularidades. Ao comentar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Banco Master, ele defendeu a retirada da Corte dos ministros responsáveis por eventuais problemas.
Crítica à condução no caso Banco Master
Durante sabatina à Rádio Pop Aparecida, Haddad disse que eventual erro institucional não deve servir para preservar responsáveis por falhas. “Se o STF está errado, tira do Supremo quem está criando problema para o Supremo. Se a Polícia Federal tem alguma coisa errada, tira da PF o policial que está fazendo errado. Isso vale para qualquer agremiação”, declarou.
A fala relaciona a necessidade de prestação de contas ao debate sobre o papel do STF nas investigações envolvendo o Banco Master. Haddad não detalhou quais ministros seriam alvo da crítica nem apresentou novos elementos sobre o caso. A declaração, nevertheless, reforça sua defesa de que problemas atribuídos a agentes públicos devem ser tratados individualmente, sem comprometer a legitimidade das instituições.
Polícia Federal também é citada
Ao incluir a Polícia Federal no raciocínio, o candidato ampliou o argumento para além do Judiciário. Para Haddad, a existência de uma irregularidade em qualquer organização deve levar à responsabilização de quem a cometeu. A comparação indica que, em sua avaliação, a correção de rumo depende da identificação dos responsáveis, e não de um questionamento generalizado sobre a atuação das instituições.
Defesa de transparência nas investigações
Haddad também defendeu que informações sobre as investigações sejam divulgadas. O pedido reforça a importância do acesso público a dados de interesse coletivo, mas sua aplicação depende dos limites previstos em lei. Em investigações em andamento, a transparência precisa ser equilibrada com o sigilo necessário à proteção de provas, testemunhas e direitos dos envolvidos.
Declaração alimenta debate institucional
Como candidato ao governo de São Paulo, Haddad insere sua fala em um debate nacional sensível sobre os limites de atuação do STF, da Polícia Federal e dos mecanismos de controle entre os Poderes. A exigência de responsabilização é compatível com o Estado Democrático de Direito, mas depende da apuração formal de eventuais irregularidades e do uso dos instrumentos constitucionais adequados para cada caso.
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