Haddad afirma que São Paulo retrocede na saúde e propõe fila inteligente
Candidato do PT ao governo de São Paulo critica a gestão Tarcísio de Freitas na saúde pública, aponta atraso na fila do SUS e defende integração tecnológica, central de compras e conexão do Samu à rede de atendimento.

Divulgação
Fernando Haddad, candidato do PT ao governo de São Paulo, afirmou neste sábado (12) que o estado está “voltando para trás” na área da saúde. A declaração foi feita durante o lançamento dos detalhes de seu programa de governo para o setor e reforçou as críticas à administração do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
Fila do SUS abaixo da média nacional
O petista sustentou que São Paulo apresenta ritmo menor de avanço na fila de procedimentos do SUS em comparação com o restante do país. Segundo Haddad, a taxa nacional é de 42%, enquanto a paulista alcança 32%. Ele atribuiu a diferença à falta de integração tecnológica na rede pública estadual.
Para o candidato, a demora no atendimento revela um problema de gestão que se mantém ao longo dos últimos quatro anos. “Não usa tecnologia para tornar a fila do SUS inteligente e andar mais rápido. Ela está andando mais lentamente do que a média nacional há 4 anos”, afirmou durante a apresentação do plano.
Haddad propõe a criação de uma fila inteligente capaz de organizar a demanda e integrar os serviços de saúde. O modelo também prevê o acesso dos profissionais responsáveis pelo atendimento ao histórico médico do cidadão. A promessa é aumentar a produtividade do sistema, reduzir gargalos e acelerar o encaminhamento dos pacientes.
Central de compras para reduzir custos
O programa apresentado pelo petista também inclui a criação de uma central de compras para hospitais estaduais e municipais, além das Santas Casas. A proposta tem como objetivo集中采购 insumos e bens necessários ao atendimento, buscando economia de escala e redução de custos.
Segundo Haddad, os recursos economizados com a centralização das compras deveriam ser direcionados novamente ao sistema de saúde. A medida faz parte de uma estratégia mais ampla para melhorar a eficiência administrativa e ampliar a capacidade de atendimento sem depender apenas do aumento de gastos.
Samu sem integração com a rede
Outro ponto criticado pelo candidato é a falta de integração do Samu ao SUS paulista. Haddad afirmou que o estado não destina recursos ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência e não mantém uma central de leitos conectada aos demais serviços da rede.
Ele defende a criação de uma estrutura unificada entre o Samu, a regulação de leitos e as unidades de saúde. A proposta busca facilitar o encaminhamento de pacientes para os locais adequados, evitando sobrecarga em hospitais e melhorando a continuidade do atendimento em situações de urgência.
Ao encerrar a apresentação, Haddad avaliou que São Paulo reúne condições para avançar em tecnologia, saúde e segurança, mas estaria desperdiçando oportunidades sob a gestão de Tarcísio. As propostas colocam a modernização do SUS estadual no centro do contraste entre os projetos políticos apresentados para o governo paulista.
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