Gleisi e Janja chamam Moro de “algoz” de Lula em comício no Paraná
Durante comício em Curitiba, a primeira-dama Janja da Silva e Gleisi Hoffmann criticaram Sergio Moro sem citá-lo nominalmente e retomaram a prisão de Lula durante a Lava Jato.

Divulgação
A primeira-dama Janja da Silva e Gleisi Hoffmann, candidata do PT ao Senado, criticaram neste sábado (12) o candidato do PL ao governo do Paraná, Sergio Moro. Sem mencionar o nome do ex-juiz da Lava Jato, as petistas o chamaram de “algoz” de Lula e retomaram a prisão do petista, ocorrida em 2018 durante a operação.
Críticas feitas durante comício em Curitiba
Em discurso no comício realizado em Curitiba, Gleisi afirmou que não seria aceitável permitir que um juiz que, segundo ela, atuou de forma injusta contra Lula voltasse à vida eleitoral para disputar o governo paranaense. “Não é possível que aquele algoz desqualificado, um juiz que roubou para lhe colocar injustamente na cadeia, volte e queira ser governador”, disse a candidata ao Senado.
Gleisi também questionou a trajetória eleitoral de Moro. “Uma pessoa que não quis nem ser candidato ao Senado pelo Paraná. Primeiro foi buscar São Paulo”, declarou, em referência à atuação política do ex-ministro da Justiça e Segurança Pública. A ex-ministra ainda dirigiu críticas ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, classificando-o como “corrupto” e “ladrão”. As afirmações foram feitas no contexto da campanha eleitoral e não acompanhadas de novas provas durante o evento.
Janja evita citar o nome de Moro
Janja também falou sobre a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e classificou a condenação como injusta. Ela disse, no entanto, que não mencionaria o nome do ex-juiz. “Não vou citar aqui o nome do algoz dele, é tudo que ele quer. Eu não vou citar, não, assim como Gleisi”, afirmou.
Lula participou do ato em Curitiba ao lado de aliados. O petista ficou preso por 580 dias na Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense, entre 7 de abril de 2018 e 8 de novembro de 2019. A prisão ocorreu após condenação no caso do tríplex do Guarujá, em processo conduzido por Sergio Moro, que o condenou pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Condenações foram anuladas pelo STF
Em fevereiro de 2019, Lula recebeu uma segunda condenação, no caso do sítio em Atibaia, na região metropolitana de São Paulo. A juíza Gabriela Hardt acrescentou 12 anos e 11 meses à pena, e o Tribunal Regional Federal da 4ª Região estabeleceu o cumprimento total de 17 anos, 1 mês e 10 dias.
O ex-presidente foi solto em 8 de novembro de 2019, depois de decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou que penas só poderiam começar a ser cumpridas após o trânsito em julgado, quando não cabem mais recursos. Posteriormente, o STF anulou as condenações impostas a Lula no âmbito da Lava Jato.
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