Fux determina acesso a investigações sigilosas para analisar pedido do Pp
Ministro do STF quer examinar documentos de inquéritos conduzidos por Alexandre de Moraes antes de decidir sobre suspensão de investigação solicitada pelo partido Progressistas.

Divulgação
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Secretaria Judiciária da Corte disponibilize, em um prazo de até 48 horas, acesso integral a quatro procedimentos que tramitam sob a condução do ministro Alexandre de Moraes. A medida, tomada nesta quinta-feira (8), inclui o acesso a documentos sigilosos e visa permitir uma análise aprofundada antes que Fux decida sobre um pedido de suspensão de investigação apresentado pelo partido Progressistas (PP).
Análise de legalidade de procedimentos
A decisão do ministro Fux atende a uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF 1.144), protocolada pelo PP em abril de 2024. O partido contesta a abertura da Petição 12.100, que está vinculada à Operação Tempus Veritatis e envolve o ex-presidente Jair Bolsonaro. Fux busca examinar a totalidade dos documentos para verificar a existência de eventuais irregularidades na distribuição e na condução dessas investigações. O pedido de suspensão apresentado pelo PP ainda não foi analisado.
Acesso a documentos sigilosos é fundamental
A determinação de Fux abrange os inquéritos 4.781 (conhecido como inquérito das fake news) e 4.874, além das petições 10.405 e 12.100. O ministro solicitou acesso a todos os volumes, anexos, mídias, decisões e demais documentos que estejam sob sigilo. Em sua decisão, Fux argumentou que o sigilo não pode ser um obstáculo para a verificação da legalidade de procedimentos conduzidos pelo próprio STF, ressaltando que os autos de um processo pertencem ao Tribunal, e não ao relator.
Contexto e próximos passos
Fux deixou claro que sua determinação não antecipa qualquer conclusão sobre a validade dos atos praticados por Alexandre de Moraes ou sobre a competência do STF para conduzir as apurações. A análise completa dos documentos, incluindo os sigilosos, será realizada após o recebimento e o escrutínio do material. A expectativa é que a decisão sobre o pedido de suspensão só ocorra após o segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. A ação do PP é anterior à recente crise institucional que envolveu membros do STF e o uso do inquérito das fake news, mas Fux busca garantir a observância dos limites legais e constitucionais nas investigações.
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