Flávio Bolsonaro cita 26 episódios de uso eleitoral do governo em ação no TSE
A campanha do senador acionou o TSE contra Lula e Alckmin e afirmou que eventos oficiais, canais públicos e residências presidenciais foram usados para promover a reeleição.

Divulgação
Ação mira Lula e Alckmin
O senador Flávio Bolsonaro (PL) protocolou no Tribunal Superior Eleitoral uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A campanha do parlamentar sustenta que estruturas, programas, eventos e canais oficiais do governo federal foram utilizados de forma repetida para promover a candidatura de Lula à reeleição.
Eventos oficiais no centro da denúncia
A ação relaciona 26 episódios que, na avaliação da defesa de Flávio, teriam características de propaganda eleitoral. A lista inclui 19 eventos oficiais supostamente convertidos em atos de campanha, seis episódios realizados no Palácio do Planalto ou no Palácio da Alvorada e o discurso de Lula na abertura da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas, em 22 de setembro de 2026.
O documento afirma que o padrão ocorreu durante todo o ano em programas sociais, anúncios de investimentos, atividades com empresas estatais, hospitais, universidades e institutos federais. Segundo a campanha de Flávio, as ações combinaram exaltação da gestão petista, críticas a adversários e referências diretas à disputa eleitoral, usando recursos e espaços públicos para favorecer a candidatura à reeleição.
Planalto, Alvorada e ONU
Entre os casos citados estão uma reunião sobre terras-raras e minerais estratégicos, realizada no Planalto em 10 de julho, e um encontro com representantes da Anfavea em 14 de julho. A ação afirma que os conteúdos foram adaptados para publicação nas redes pessoais de Lula. Também são mencionadas entrevistas gravadas no Alvorada, uma transmissão com integrantes ligados à campanha e uma conversa sobre eleição, pesquisas e adversários realizada na residência oficial.
O discurso na ONU é apresentado como outro exemplo de uso político de uma agenda institucional. A ação sustenta que a fala presidencial incluiu referências às eleições, à campanha e a adversários. As alegações ainda precisam ser analisadas pela Justiça Eleitoral e serão confrontadas com a defesa dos investigados.
Ação pede produção de provas
A campanha de Flávio Bolsonaro pediu ao TSE a produção de provas e a procedência da ação. Se houver condenação por abuso de poder em uma Aije, a legislação eleitoral prevê a possibilidade de cassação do registro ou do diploma dos candidatos, além da declaração de inelegibilidade. Lula, Alckmin e o Palácio do Planalto foram procurados para comentar o caso, mas não responderam até a publicação desta matéria.
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