Trump prevê a queda do regime em Cuba e causa saída de delegação na ONU
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou um incidente diplomático na Assembleia Geral da ONU ao afirmar que o regime comunista cubano está desmoronando e 'vai cair', levando a delegação da ilha a se retirar em protesto. O discurso também abordou a guerra no Irã e a atuação de cartéis na América Latina.

Divulgação
A tensão diplomática marcou a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) na terça-feira (22.set.2026), quando o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, provocou uma reação imediata da delegação de Cuba. Durante seu discurso, Trump proferiu duras críticas ao governo cubano, culminando na retirada de seus representantes do plenário. O episódio sublinha a persistente animosidade entre Washington e Havana, um ponto recorrente na política externa norte-americana e um tema de grande interesse para o cenário político global.
No púlpito da ONU, Trump não poupou palavras ao descrever a situação da ilha caribenha. "O regime comunista está sob enorme pressão, a maior que já enfrentou. É um Estado que fracassou completamente. Ele está desmoronando como nunca antes e vai cair", declarou o republicano, sendo o segundo líder a discursar no dia, logo após o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva. O pronunciamento, que também mencionou o envolvimento do senador Marco Rubio em negociações com Cuba, ecoou a linha dura que pautou sua administração em relação ao país insular.
Aprofundamento do embargo e crise cubana
As afirmações de Trump ganham contexto na realidade enfrentada por Cuba, que há décadas lida com um rigoroso embargo econômico imposto pelos EUA. Sua gestão intensificou as sanções contra a ilha, cortando remessas de petróleo venezuelano e ameaçando impor tarifas a qualquer nação que ousasse negociar com Havana. Essa política de pressão acentuou a já frágil economia cubana, forçando seus cidadãos a buscarem métodos alternativos de sobrevivência diante de uma crise energética e de suprimentos que se aprofundou consideravelmente.
Outros pontos da agenda de Trump na ONU
Além da questão cubana, a participação de Donald Trump na Assembleia Geral das Nações Unidas abrangeu uma série de temas de relevância global. Ele dedicou parte de seu tempo para discutir a guerra no Irã, sugerindo a possibilidade de um acordo de cessar-fogo com os iranianos após as eleições de meio mandato nos EUA, previstas para 3 de novembro. A guerra no Oriente Médio, segundo analistas, tem sido um fator que impacta sua popularidade e a do Partido Republicano junto ao eleitorado.
Foco em cartéis e segurança na América Latina
Outro ponto de destaque no discurso de Trump foi a condenação veemente da atuação de cartéis e facções criminosas na América Latina. O ex-presidente comparou esses grupos ao Estado Islâmico, defendendo que seus membros sejam "mortos, exilados ou detidos" como combatentes inimigos, sem qualquer perspectiva de soltura. Ele ressaltou a extensão da fronteira dos EUA com o México, de aproximadamente 2.000 milhas, e classificou como inaceitável o controle de parte do território mexicano por cartéis, embora tenha afirmado manter uma "relação muito boa" com o governo do país vizinho, que, segundo ele, também repudia a ação desses grupos.
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