Flávio Bolsonaro acusa Flávio Dino de perseguição no STF
Senador do PL criticou a condução de inquérito sobre emendas parlamentares e afirmou que ministro age com seletividade. Investigação alcança repasses ligados à produtora do filme “Dark Horse”.

Divulgação
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino de conduzir com perseguição política as investigações sobre o uso de emendas parlamentares. A declaração foi feita nesta terça-feira (22 de setembro de 2026), após uma carreata do candidato do PL em São Luís, no Maranhão, estado natal do ministro.
Acusação de seletividade no STF
Flávio Bolsonaro afirmou que a apuração trata suspeitos aliados de Flávio Dino de forma diferenciada. Para o senador, a condução dos inquéritos revela militância política e contraria a imparcialidade esperada de um ministro da Suprema Corte.
“Tem um monte de gente na relação desse inquérito, suspeitos, congressistas suspeitos, de mau uso de emendas parlamentares, que são aliados do Flávio Dino aqui no Maranhão. Aí contra esses não acontece nada”, declarou. Ele pediu que o ministro “seja juiz” e deixe de atuar como militante no STF.
O senador também disse sentir “nojo” de decisões da Corte e sustentou que ministros têm interferido nas eleições sob o argumento de proteger a democracia. “Eles destruíram nossa democracia. Sabe quem vai reconstruir? Eu”, afirmou, em discurso que reforça seu posicionamento na disputa eleitoral.
Operação investiga desvio de emendas
Flávio Dino autorizou em 10 de setembro a Operação Make Up, que apura suspeitas de desvio de recursos públicos repassados por emendas parlamentares. A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços relacionados aos investigados, entre eles o deputado federal Mário Frias (PL-SP).
A investigação envolve empresas ligadas à Go Up Entertainment, produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. As autoridades apuram possíveis crimes de desvio, ocultação de verbas e irregularidades no financiamento da obra. Mário Frias atua como produtor-executivo do longa.
Segundo a apuração, R$ 2 milhões em emendas de Frias foram destinados ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). Depois, R$ 700 mil foram pagos a duas empresas, R$ 750 mil chegaram à Go Up e outros R$ 645,4 mil foram enviados pelo próprio deputado à produtora. Os valores e sua finalidade continuam sob análise das autoridades.
Gabinete não respondeu
Procurado para se manifestar sobre as acusações feitas por Flávio Bolsonaro, o gabinete de Flávio Dino não respondeu até a publicação desta reportagem. O caso acompanha o crescimento das tensões políticas em torno do STF e das investigações sobre o uso de emendas parlamentares no período eleitoral.
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