Fernanda Louback é eleita vice-governadora do Rio de Janeiro: conheça a ex-Zorra Total e Miss
A vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL), foi confirmada como a nova vice-governadora do Rio de Janeiro, integrando a chapa de Douglas Ruas (PL). Com uma trajetória que transita do universo da moda e da televisão à arena política, Louback se destaca por suas pautas conservadoras e a defesa incisiva de questões relacionadas à família e à inclusão de pessoas com deficiência.

Divulgação
O cenário político fluminense ganhou novos contornos com a confirmação da vereadora de Niterói, Fernanda Louback (PL), como vice-governadora do Rio de Janeiro. Integrando a chapa de Douglas Ruas (PL), a educadora física de 46 anos assume um dos mais importantes cargos executivos do estado após a retotalização dos votos do primeiro turno pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ) neste sábado.
A ascensão de Louback ao Palácio Guanabara marca um percurso singular, que a levou de participações em concursos de beleza e programas humorísticos da televisão para o centro do debate público e da formulação de políticas. Sua eleição reflete não apenas uma guinada em sua própria carreira, mas também o fortalecimento de pautas conservadoras em um dos estados mais populosos do Brasil.
Do Zorra Total à Câmara Municipal
Antes de imergir na política, Fernanda Louback construiu uma carreira multifacetada. No início dos anos 2000, brilhou nas passarelas, sendo coroada Miss Rio de Janeiro em 2003, representando Nova Friburgo. Sua jornada a levou também aos estúdios da TV Globo, onde integrou o elenco do humorístico “Zorra Total” por cerca de dois anos, atuando ao lado de Paulo Silvino. Após a televisão, investiu no comércio de joias, uma experiência que, ironicamente, a aproximou da vida pública, quando obras de revitalização em Niterói impactaram negativamente seu negócio e despertaram seu interesse pela política municipal.
Sua trajetória política começou em 2020, com uma tentativa frustrada de se eleger vereadora por Niterói. Em 2022, concorreu a deputada estadual, sem sucesso. A persistência, contudo, foi recompensada em 2024, quando conquistou uma vaga na Câmara Municipal de Niterói com 3.503 votos, assumindo também a presidência do núcleo local do PL Mulher. Agora, em 2026, com a chapa de Douglas Ruas eleita, ela dá um salto para a vice-governadoria.
Pautas Conservadoras e Inclusão Social
Na Câmara de Niterói, Fernanda Louback consolidou sua imagem como defensora de pautas conservadoras. Suas bandeiras incluem a valorização da família tradicional, a defesa intransigente da segurança pública, a liberdade de expressão e a proteção da propriedade privada. Essa linha ideológica a aproximou de figuras proeminentes do cenário nacional, como a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), de quem é próxima e com quem participou de campanhas políticas, além de ter declarado apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência em 2026.
Além das pautas ideológicas, Louback traz para a política uma sensibilidade particular para temas de inclusão. Mãe de dois filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA), ela utiliza sua vivência pessoal para advogar por políticas públicas voltadas a pessoas com deficiência, autistas e neurodivergentes, bem como para seus familiares. Essa dimensão de sua atuação ressoa com uma parcela significativa da população que busca representatividade para essas causas.
Controvérsias e Atuação Assertiva
A passagem de Fernanda Louback pela Câmara de Niterói também foi marcada por debates intensos e algumas controvérsias. Ela protagonizou embates com vereadores de esquerda, sendo um dos mais notórios sua oposição à concessão do título de cidadã niteroiense à cantora Ludmilla. Na ocasião, a vereadora teceu comentários sobre discriminação de pessoas brancas no Brasil e questionou a atuação de uma vereadora na defesa da população negra, com observações sobre seu cabelo, gerando forte repercussão nas redes sociais.
Louback também se posicionou contrariamente à instalação de banheiros neutros em espaços públicos e defendeu a internação compulsória de pessoas em situação de rua com dependência química. Sua atuação legislativa inclui a autoria da Lei Anti-Oruam, cujo objetivo é proibir a contratação de artistas que façam apologia ao crime organizado em eventos públicos financiados pelo poder público. Essas posturas reforçam sua imagem de política combativa e alinhada a princípios conservadores, agora transportados para o cenário estadual.
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