Fachin determina investigação de ameaças contra Flávio Dino
Relatório de segurança do STF revela milhares de mensagens com ameaças de morte e violência direcionadas ao ministro Flávio Dino. Fachin aciona a Polícia Federal para apurar os fatos.

Divulgação
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a abertura de investigação pela Polícia Federal após receber um relatório de segurança que aponta a existência de milhares de mensagens com ameaças de morte e outras formas de violência contra o ministro Flávio Dino. A medida visa apurar a origem e a responsabilidade por trás das intimidações.
O gabinete de Fachin informou que a avaliação técnica de segurança, contendo as ameaças identificadas, foi encaminhada à Polícia Federal para que sejam tomadas as providências cabíveis. O STF reafirmou seu compromisso com a segurança de seus ministros e a articulação contínua com os órgãos competentes para garantir a integridade de todos.
Em suas redes sociais, Flávio Dino associou as ameaças à disseminação de inverdades com o objetivo de incitar a violência. As mensagens incluem referências explícitas a fuzilamento e explosões. Uma das comunicações, datada de 5 de outubro, cita nominalmente o ministro, afirmando que ele seria "o primeiro a ser fuzilado" por ter supostamente proibido o acesso a armas.
Outra mensagem, de 3 de outubro, chegou a mencionar uma possível invasão ao STF, comparando o destino de ministros como Flávio Dino e Zanin ao de Tiradentes, herói da Inconfidência Mineira que foi executado publicamente. Apesar da gravidade do conteúdo, Dino declarou que as ameaças não o farão alterar sua atuação profissional, ressaltando a importância de um Judiciário livre do temor para a manutenção da Constituição e da democracia.
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