Embaixador dos EUA relata oferta de armas de Trump à China
Declaração de David Perdue à Fox News levanta questões sobre as relações comerciais e militares entre os EUA e a China, em meio a tensões com Taiwan.

Divulgação
O embaixador dos Estados Unidos em Pequim, David Perdue, revelou que o então presidente Donald Trump teria questionado o líder chinês, Xi Jinping, sobre o interesse em adquirir armamentos norte-americanos. A declaração, feita em entrevista à Fox News no último domingo (27.set.2026), surge em um contexto de complexas negociações e tensões geopolíticas envolvendo os dois países.
Oferta de armas em meio a discussões diplomáticas
Segundo Perdue, durante um encontro entre Trump e Xi Jinping na Casa Branca, o presidente americano teria mencionado a política de vendas de armas dos EUA a outras nações e, em um momento específico, perguntado a Jinping se ele teria interesse em comprar armamentos americanos. Essa afirmação adiciona uma camada de complexidade às relações bilaterais, que já enfrentam desafios significativos em diversas frentes, incluindo disputas comerciais e questões de segurança.
Casa Branca nega planos de venda de armas à China
Em resposta à repercussão da declaração de Perdue, a Casa Branca emitiu um comunicado ao jornal New York Times, afirmando que os Estados Unidos não possuem planos de vender armas à China. O Departamento de Estado reforçou que a legislação americana proíbe tais transações, e que não há nenhuma oferta ou intenção de realizar essa venda. Essa posição busca mitigar potenciais mal-entendidos e reafirmar a política oficial dos EUA.
Contexto de venda de armas a Taiwan
A declaração do embaixador ocorre em um momento em que o governo Trump avalia um pacote de US$ 14 bilhões em vendas de armas para Taiwan. Embora a transação já tenha recebido aprovação de líderes do Congresso americano, sua liberação final depende do Departamento de Estado. A China considera Taiwan uma província separatista e não descarta o uso da força para reunificação, enquanto os Estados Unidos, apesar de não reconhecerem formalmente Taiwan como país, são seu principal fornecedor de armamentos e um forte apoiador de sua defesa, conforme determina a legislação americana.
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