Eduardo Paes critica uso da crise no STF como palanque eleitoral e pede preservação das instituições
Candidato ao governo do Rio de Janeiro se posiciona contra a politização das denúncias envolvendo o ministro Alexandre de Moraes e reafirma aliança autônoma com o governo federal.

Divulgação
O cenário político do Rio de Janeiro ganhou novos contornos de tensão com a repercussão de debates nacionais na disputa local. Durante agenda de campanha realizada na Baixada Fluminense, o candidato ao Palácio Guanabara, Eduardo Paes (PSD), criticou a utilização da crise institucional envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) como ferramenta de panfletagem eleitoral. A manifestação ocorreu após atos promovidos por adversários exibirem faixas com ataques diretos a integrantes da Corte Suprema.
Confronto político e postura institucional
Paes defendeu que, embora qualquer autoridade pública deva prestar os devidos esclarecimentos sobre denúncias, a transformação desse cenário em palanque eleitoral causa sérios prejuízos à estabilidade democrática do país. O candidato pontuou que o processo de apuração das suspeitas deve seguir estritamente o devido processo legal, sem que a crise seja instrumentalizada para acirrar a polarização e captar votos da população.
A estratégia busca consolidar uma linha de diferenciação em relação ao discurso adotado por setores mais radicais da oposição, que transformaram os questionamentos ao STF em uma de suas principais bandeiras. Ao relembrar a própria trajetória política e os momentos em que esteve sob os holofotes de investigações no passado, o pré-candidato destacou a importância de manter o equilíbrio institucional e evitar que a disputa governamental descambe para o confronto direto com o Judiciário.
Desdobramentos e aliança nacional
As recentes revelações sobre contatos e contratos citados em relatórios da Polícia Federal reavivaram o debate nacional e passaram a ser exploradas ostensivamente na corrida eleitoral. Contudo, Paes busca focar o debate público nos desafios de gestão do estado fluminense, acenando a uma fatia do eleitorado que prefere moderação e foco em propostas administrativas.
No mesmo evento, o candidato voltou a abordar sua relação política com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele reafirmou o apoio ao governo federal, mas fez questão de destacar que a aliança estratégica não significa subordinação política. Segundo Paes, a proximidade com Brasília é fundamental para atrair investimentos ao estado, mantendo-se a autonomia na tomada de decisões e na condução das diretrizes regionais.








